quinta-feira, junho 29, 2017

Factos e Acontecimentos

Ultimo de trabalho aqui no consultório, porque amanhã não tenho marcações pelo que não venho trabalhar à tarde. Começam as meses complicados, de férias, de ausências e em que as sextas feiras pouco ou nada rendem.
Também a verdade é que, actualmente, nunca se sabe quando o dia vai ser ou não proveitoso, porque a distorção do mercado é tão grande, o dumping descarado que muitos praticam, a lenta destruição da privada que isso provoca, vai deteriorando cada vez mais todo o planeamento e capacidade de resistência de qualquer um.
Ando irritado, desgastado e farto de muita coisa, e também, de muitas atitudes compulsivas minhas e esta obsessão permanente em querer demonstrar seja o que for com objectos externos, em vez de potenciar o meu objecto interno que, sei, tem força, valor e qualidade.
Esta luta diária comigo mesmo, este enfrenta duma realidade de que, muitas vezes,  não gosto é algo de que tenho, cada vez mais, consciência; preciso aplicar o pensamento à prática e ao que realmente quero, não me podendo deixar dominar pelos meus instintos primários, básicos e obsessivos.
Este fim de semana vou ter um jantar de aniversário, ao qual não me apetece mesmo nada ir, por motivos diversos e sobretudo porque não me apetece cruzar com determinadas pessoas e com outras porque não posso dizer-lhes o que gostaria e queria. Por isso vai ser um "frete" que vou fazer, apesar de ainda não ter a certeza de que vou estar presente. Felizmente que também terei outro no dia anterior ao qual me apetece imenso ir.
Assim o meu "padrinho" terei de ser em primeira linha eu próprio, coadjuvado pelo AA que, nem sempre estando presente ou disponível, me deixa muito tempo livre, apesar da sementeira que vai fazendo, continue a dar frutos duma forma ou doutra, mais cedo ou mais tarde.
Ha alturas em que pareço completamente bloqueado sem saber o que fazer, como acontece agora com as minhas férias de agosto em que não consigo encontrar um rumo ou uma solução que me satisfaça precisamente por estar bloqueado. Talvez e provavelmente porque neste momento estou revoltado, zangado comigo mesmo e com muita coisa que não consigo deixar de fazer. Felizmente que não tem havido problemas porque, nesse aspecto, estou bastante mais alerta e precavido.
Quando será que, duma vez por todas, eu consigo olhar para dentro de mim e ver aquilo que gostaria de ver e de sentir ? Quando será que o meu SORRISO será totalmente genuíno, verdadeiro e correspondente ao que sou ou quero ser, nesta progressão a caminha da FELICIDADE  que quero e todos queremos.

Podia haver um grupo, como os alcoólicos anônimos e outros parecidos, para combater as minhas parafilias, as minhas obsessões, comportamentos errantes e desviastes; assim teria um padrinho a quem telefonar nessas crises que me ajudaria a superar esses mesmo comportamentos assim como iria contando os dias em que era capaz de estar em "abestinencia"... teria a sua piada e a sua lógica.



quarta-feira, junho 28, 2017

Desgastado

Chuva.... tempo cinzento coincidente com o meu estado interior, o meu mood, o meu estado baço e intranquilo, como muitas vezes está. Neste caso directamente relacionado com a questão profissional que me começa a preocupar seriamente. Espero que tudo se componha rápido e como deve ser.
Quanto ao resto, que posso dizer senão que tudo continua na mesma, conseguindo, neste momento, parar atempadamente determinadas direcções para corrigir o rumo duma forma quase imediata. Os atalhos vão ficando e passando duma forma diferente, porque já não persisto no mesmo erro nem tenho ilusões acerca de muita coisa.
Ainda ontem um amigo recente me dizia que esta minha pressa, ansiedade ou o que seja, apenas afasta as pessoas e as faz ficar também elas stressadas, pelo que tenho de atentar neste aspecto e tentar levar tudo numa grande calma e tranquilidade. Devo isso a mim mesmo porque tenho de ter sossego e calma. E sobretudo não me meter de novo por caminhos completamente minados e errados.
Este mesmo amigo que tem uma história engraçada de vida, que trabalha contrariado numa área que não é a dele, que faz pela vida, que já teve uma vida fantástica em Milão e que desistiu dela pela família e pela Mãe... e que é alguém, como eu, muito carente de afectos mas também extremamente independente e consciente daquilo que é.
"The show must go on" porque a vida, como diz CC, não tem nenhum ensaio geral, não tem manual de instruções nem qualquer forma de se aprender sem ser com a nossa inteligência, a nossa consciência e também, no meu caso, dando com a cabeça nas paredes e aprendendo com os erros e com os sucessos.
Mas tenhamos calma e saibamos conduzir tudo duma forma serena, tranquila e sem levantar muitas ondas porque neste momento pouco posso fazer sem ser abstrair-me dos problemas, daqueles que não tendo solução, solucionamos estão e deixar os outros que podem ser resolvidos, serem resolvidos da melhor forma. 
Quero, assim que possa, alterar o meu quarto, pondo um móvel que trouxe de casa da minha Mãe e que será adaptado a cômoda, bem como alterar a cama... cores mais claras, a condizer com o resto do quarto. Tambem trouxe umas bases de candeeiro de mesa de cabeceira de que gosto muito e que, penso, depois de arranjados ficarão muito bem no meu "novo" quarto.
Sinto-me desgastado, farto e emocionalmente bastante instável com uma enorme necessidade de me assentar de mim mesmo e deste mundo onde tenho de estar. Muitas vezes não me entendo a mim mesmo, tipo conversa de surdos em que penso uma coisa e faço outro, sei dum caminho seguro e vou pelo atalho íngreme, rochoso e perigoso. Numa tendência obsessiva e (quase) constantemente a passar a linha vermelha. Verei o que o futuro me reserva se conseguir ultrapassar este presente que, muitas vezes, amanhece cinzento, escuro e desagradável e que, lenta ou repentinamente passa a soalheiro, bonito e cheio de esperança.
E é com esperança que estar, com o SORRISO cheio de FELICIDADE que busco em todo o lado e que nem sempre encontro. Tenhamos FÉ 



terça-feira, junho 27, 2017

Consciencia

Sessão a sessão vou verbalizando e consciencializando a influência de todo um passado, comportamentos, pessoas, factos, memórias que fazem parte do meu património pessoal, familiar e quiça genético.
Hoje reflecti acerca das semelhanças de todos os elementos masculinos da família, recordando aquilo que a FC me dizia acerca das interligações familiares, do rasto que 
fica bem como da impregnação que nos deixa no nosso sistema celular... n verdade parece-me que há um tronco comum em todas estas técnicas, ciências ou o que quer que lhe chamemos... 
Somos uma amálgama de emoções, sentimentos, recordações, episódios, memórias, que fazem aquilo que somos, a nossa maneira de estar; a consciência de tudo isso, aliado a um pensamento constante e "impiedoso" são os instrumentos que temos/tenho para me/nos orientar na vida que será tanto melhor ou pior consoante as nossas opções e escolhas.
Cada vez mais tenho a certeza do que não quero, do que não necessito bem como das minhas possibilidades, hipóteses e firmas correctas de agir, sem precisar de andar constante e compulsivamente à procura de pessoas ou sentimentos que mitiguem esta minha falta (agora consciente) de afectos, de carinhos e de Amor.
Constato Ainda que, em certos aspectos, estou a seguir as pesadas não só e principalmente  do meu Pai, mas também o lado de tragédia e de drama materno. Que se resume a sacrifico, a empenho nos filhos e a não ter sido deixada pelo Amor da vida. Um pouco como, às vezes, me sinto em relação ao IA, que "tem" de levar com minhas manias e inseguranças.
Sinto-me esgotado por me ver rodeado de inutilidades, de episódios sem nexo, sem prestar atenção ao que realmente importa é faz a diferença; sabedor das minhas fragilidades, dos meus medos, fantasmas ou compulsões é altura de dar o salto, de mudar definitivamente de agulha e de linhas, para algo mais tranquilo e Pacífico. E essa Paz terei de a encontrar em mim mesmo e não algures em quem quer que seja.
Será que é assim tão difícil agir em conformidade com o que já sei, com aquilo que estou farto de reflectir em vez de andar atrás de quimeras e de tentar encontrar na pessoa seguinte o que não encontrei na pessoa anterior ? E que nunca irei encontrar em ninguém enquanto não me encontrar a mim mesmo. "Ao fim da noite/ procurei por mim/ e não encontrei ninguém".
Tambem constatei hoje nos padrões de vida semelhantes que os elementos masculinos da família apresentam, que já devem vir dos meus avós e principalmente da minha avó paterna, senhora austera e altiva que marcou tão profunDamente todos aqueles que lidaram com ela. Mas isso pertence a outro capítulo, sendo verdade que a nossa vida e a nossa mente é um novelo que se vai desfazendo à medida que nos vamos inteirando cada vez mais daquilo que somos.
Hoje, terça feira, mais um dia, mais um tempo de SORRISOS na certeza de que, passo a passo, irei chegar ao que quero, ou seja, ao meu pleno conhecimento que me trará a FELICIDADE que todos nós desejamos. 



segunda-feira, junho 26, 2017

Segunda feira

Mais uma semana,  mais um dia de combate e de luta por um lugar ao sol. Sinto-Me cansado e desmotivado por razões várias.
Insisto em inutilidades e em pessoas boas, mas não certas para mim; corro atrás de quimeras e de afectos que são sentidos mas que não conduzem a nada porque não podem efectivar-se; idealizo cenários e pessoas que não existem e fico magoado com atitudes e ausências que são normais.
Estou bastante magoado neste momento com alguém que teve uma importância capital na minha vida e que, neste momento, se está simplesmente "nas tintas" sem querer saber nada de nada. Dói e bastante, mas tenho de suportar e seguir em frente, apagando completamente todos os vestígios Ainda existentes. A verdade é que, lenta e paulatinamente vai havendo um afastamento gradual entre as pessoas e que foi, nunca mais voltará a ser.
Foi um fim de semana engraçado, preenchido mas, uma vez mais, a apostar nas pessoas erradas, sem consequências e apenas por esta falha afectiva que precisa de ser constantemente cheia de afectos, mesmo que não sejam os certos. As pessoas são boas, com boa postura mas, infelizmente, sem grandes meios e  numa de se "encostar" sempre que possível. Já dei demais para esse peditório.
Devo modificar completamente os meus critérios de busca, bem como a forma como conduzo a minha interacção com as pessoas, devendo resguardar-me mais e melhor bem como não posso mostrar logo determinadas facetas da minha vida e do que gosto ou deixo de gostar. Quero conseguir ser "normal" sem estar muitas vezes à procura das tais migalhas de Amor que não me foram dadas no tempo certo e correcto. Apenas eu tenho de lidar com isso... e saber exactamente o que não quero mesmo. 
Felizmente que já estou bastante mais rápido nas minhas conclusões e nas minhas apreciações; já percebo duma forma mais imediata e rápida os atalhos em que não me posso meter e em que tenho de sair quanto antes. E felizmente que assim é para não perder tempo , dinheiro e energias.
E por terras de Odivelas em que nada faço vou pensando na vida, nas pessoas que vou conhecendo bem como no aprofundar do meu próprio auto conhecimento que é o mais importante para que consiga manter o meu SORRISO duma forma permanente e certa para que a minha FELICIDADE possa ser real e vivida duma forma plena por mim mesmo.



domingo, junho 25, 2017

Disperso

Estou a compreender ou a entranhar que algumas, ou muitas, coisas que faço e continuo não têm qualquer viabilidade nem tão pouco qualquer interesse para a minha vida, a não ser divertimento imediato e manter a superficialidade das pessoas e das relações.
Para além disso, há episódios que se poderão repetir se não estiver atento e não os cortar de imediato; estou a começar a ficar farto de muita coisa, mas ao mesmo tempo também desiludido com muitas outras coisas e sem esperança de conseguir encontrar quem quer que seja, a não ser eu próprio e a minha identidade interna.
Se me conseguir "ver" como eu sou e quero ser, então já é um enorme progresso que faço na vida e na minha cabeça, tendo de acompanhar esse crescimento/amadurecimento dum comportamento mais certo, menos divagador e sobretudo sem ilusões ou quimeras.
Cada vez mais tenho a obrigação de me centrar no que é importante deixando pelo caminho as futilidades, as migalhas que não interessam, concentrando-me mesmo em mim próprio e em alguma pessoa que, eventualmente, surja e que cumpra os requisitos mínimos. Mas, agora e neste momento, estou bem consciente disso mas durante quanto tempo pensarei assim ?
Ontem estive a mostrar parte da Lisboa turística a um recém amigo, tendo descoberto que a vista do alto do Padrão dos Descobrimentos é algo de fantásticos, lindo e até emocionante, porque na verdade temos uma cidade linda e cheio de coisas belas e maravilhosas. Toda a zona de Belém, dos Jerónimos e afins é bem bonita.
À noite fomos para o Terreiro do Paço, ao Arraial Pride que deixou de ter uma simbologia forte para passar a ser um local de encontro de amigos... e ontem foi uma noite muito, mas mesmo muito agradável, no meio de "velhos" e novos amigos, muitos deles espanhois. Muito agradável mesmo.
Hoje é dia de cozinhar, de ter ido buscar coisas a casa da minha Mãe, de ir beber um café com um amigo e ainda de jogar Padel sempre com um SORRISO porque cada vez mais a FELICIDADE se vai entranhando no nosso EGO.

sábado, junho 24, 2017

Meditações

Mais um fim de semana que começo a trabalhar um pouco no consultório... ontem dia normal de trabalho e saída à noite pelo BA e Príncipe Real. Fui/fomos a um bar onde nunca mais ter ido por estar tão relacionado c. Acontecimentos e factos que quero sequer de vez. Fui saudado e cumprimentado como se fosse parte da casa e vi muita gente que estava na mesma e na mesma continua a vida de sempre, sem outros objectivos que não sejam esta mesma vida da noite, copos e "engates".
Não quero mais recordações desses tempos nem tão pouco estar ao pé dessas pessoas que são ocos, completamente vazias, destituídas de valores e sem qualquer interesse para o que quer que seja.
Começo a não conseguir estar nas múltiplas peças que, por vezes, constituem a minha vida por opções próprias mas que me vão cansando, desgastando e Ainda chegando à conclusão de que são coisas vazias, muitas delas cheias de coisa alguma. E quero acabar com tudo aquilo que não tem qualquer significado ou importância real. Ontem, por exemplo, jantei com um dos meus amigos coloridos, tendo havido uma conversa extremamente interessante, porque se conseguiu ultrapassar a superficialidade de cada um, com um maior conhecimento da vida, do nosso passado e realidades.
Cada vez me apercebo mais que, muitas vezes, não presto a devida atenção ao que as pessoas são, ao seu passado, memórias e sentimentos/ sensações...e todos nós somos fruto de muita coisa, de muitas influências, muitas vivências e formas de estar. Ontem p, no decorrer deste jantar, apercebi-me disso mesmo, ou seja, que muitas vezes me fico pela superfície das coisas e das  pessoas sem procurar ir mais além, talvez para me defender de ter de descer ao meu interior duma forma intensa e real. Será um mecanismo de defesa, de não querer perceber ou entender muita coisa, de me esconder de mim mesmo ou será que haverá muitas outras razões citadas pelo meu inconsciente ???
A verdade é que, como me diz o AA, não é neste multiplicar de pessoas, situações ou factos que vou descobrir o meu caminho ou ter qualquer hipótese de seguir um caminho visto que sem um aprofundar do conhecimento, das relações nada tem significado ou pouco tem.
Acho que este facto está também relacionado com a minha insegurança, o meu medo de ficar só ou de não ter ninguém para conquistar ou moldar, o que, felizmente, está a mudar e a tornar-se diferente. Primeiro porque estou mais forte e mais conhecedor de mim mesmo, segundo porque tenho plena consciência do que não quero e terceiro porque duma vez por todos tenho de entranhar que estar comigo mesmo é, muitas vezes, melhor do que estar com "mil" pessoas em simultâneo. não estando de verdade com nenhuma.
A realidade é apenas e tão só aquilo que nós queremos que ela seja e podemos construí-la da forma que soubermos e quisermos, tendo de ter a inteligência e a consciência de que é em nós que é tudo como diz o poeta.
Estou a ler um livro do Rodrigo Guedes de Carvalho que ao contrário dos anteriores se está a revelar uma autêntica surpresa, pela narrativa, pelo desenrolar do drama que se vai adivinhando mas sobretudo pela forma de escrever totalmente diferente dos livros anteriores. Gostava de ser capaz de, algum dia, escrever um livro mas, infelizmente, acho que nunca o farei.... vou escrevendo estes apontamentos que gostaria um dia de compilar por temas.
E neste sábado, cinzento e estranho depois de todos estes dias de tão intenso calor, aqui fica o meu habitual SORRISO que, espero, esteja cada vez mais consistente e verdadeiro a caminho do que todos nós procuramos, a nossa FELICIDADE pessoal e interior.



sexta-feira, junho 23, 2017

Sextas

Mais um "madrugar" nesta semana, penúltima deste sexto mês do ano; ou seja estamos de novo a meio dum ano quase a entrar noutro porque o tempo não perdoa e passa tão velozmente que nem damos conta.
Ontem não trabalhei de tarde, por ser dia do meu colega, que teve a tarde completa tendo aproveitado para dar umas voltas de que precisava ou que tinha marcado. Comecei por ter uma reunião com uma seguradora por causa da facturação que é mais elevada do que a média nacional, tendo que a partir de agora reduzir esses valores. Só não foi agora porque sou um prestador muito antigo e por consideração a esse facto. De facto as seguradoras estão a apertar e a que reduzir os custos. Infelizmente que não posso prescindir desses acordos.
Depois dei uma volta pelo Corte Inglês onde tive de comprar uma maquineta que precisava seguindo para a consulta presencial de análise; o AA abriu um gabinete perto do cais do sodré, lugar de difícil estacionamento. Constatei ontem que o movimento na cidade é intenso, com um trânsito enorme, uma massa humana impressionante feito essencialmente de turistas.
Na verdade a nossa cidade deve estar no centro do turismo mundial porque na verdade e em certos locais só se veem estrangeiros e na baixa, bairro alto e outros bairros típicos é natural que assim seja.
Depois foi altura de ir ao supermercado fazer umas compras, esquecendo-me de algumas coisas que estavam na lista e finalmente casa, onde cheguei cansado e com calor, tendo antes e uma vez mais batido num carro. Estou cada vez mais distraído e pouco atento, tendo de ter cuidado porque este ano já me subiram imenso o seguro.
E o fim de semana aproxima-se, trabalhando um pouco amanhã e não tendo grandes planos a não ser os habituais e Ainda o Arraial Pride, cumprindo a tradição de passar por lá para ver as modas. Mas não será muito tempo...
Domingo será para descansar, programar a semana e Ainda dar uma volta às minhas contas, organizar pagamentos e pensar definitivamente onde quero ir nas férias, porqu, este ano, estou bastante indeciso visto que não quero gastar muito dinheiro e também não me apetece muito andar por aí. Mas tenho de resolver, já tendo decidido que vou ao Algarve uns dias para ter praia.
E tudo vai fazendo sentido nesta vida, em que vou tomando consciência de muita coisa, sobretudo a não fazer fretes nem tão pouco a "mendigar" migalhas do que quer que seja, Amizade ou Amor, porque quem me quer tem de o demonstrar. Isto é, o interesse tem de ter dois caminhos e ser bilateral e nunca unilateral como eu tantas vezes fazia. Neste momento essa postura mudou e apenas espero que façam o que eu também faço pelos que estimo e Amo. Uma grande diferença....
Diferença que tem a sua explicação na análise que vou fazendo de mim mesmo, das minhas motivações, dos meus fantasmas e medos tendo cada vez mais a certeza de que à medida que vou tendo mais auto-estima, auto-confiança e certezas acerca do que sou vou conseguindo libertar-me de parafilias e obsessões que sempre me acompanharam ao longo da minha vida. Tudo isto são processos dinâmicos e evolutivos.
Neste dia fica o meu SORRISO, melhor ou pior consoante o que encontro e como estou, na certeza de que a FELICIDADE  estará sempre connosco. 

quinta-feira, junho 22, 2017

Pensamentos

Quinta feira, duma semana em que trabalho também no sábado.  Curiosamente sinto-me bastante bem, talvez por me sentir envolto numa onda de carinho que não sentia há muito. 
Acabei agora mesmo de receber um elogio duma das minhas pacientes mais antigas, que me Acha, actualmente, bastante mais simpático, mais risonho e comunicativo. Agradou-me imenso que consiga transmitir para o exterior essa imagem porque na verdade sinto estar diferente, sinto estar mais solto, liberto e em paz comigo mesmo.
Tenho aprendido imenso com o muito que me tem acontecido nestes últimos tempos não querendo de forma alguma que muita coisa se repita, pelo que devo e tenho de me proteger e cuidar de mim como deve ser. 
Na verdade, sinto que este processo analítico em que estou envolvido, esta consciencialização do meu Ser, este (re)conhecimento cada vez mais profundo do meu EGO, este trabalho constante e permanente de interpretação do meu SER interior, vai fazendo com que consiga, também, transmitir para o exterior uma imagem diferente, mais tranquila, mais pacífica e sobretudo de maior proximidade com quem me rodeia e faz parte do meu dia a dia.
Estou cada vez mais consciente do que (não) quero, do rumo que devo tomar bem como da certeza de querer continuar este caminho e este meu percurso. Começo a ter a perfeita noção do que sou, das minhas falhas, dos meu medos, bem como do muito que já fiz, quer positivo, quer negativo. O saldo de sessenta anos de vida é, apesar de tudo, mais positivo do que negativo visto que realizei muita coisa, construí muitas outras e dei origem a dois seres fantásticos que fazem o seu próprio percurso.
Falhei e bastante como pessoa, como companheiro ou cônjuge por, talvez nunca ter dado o que devia e exigir receber muito mais e duma forma nem sempre fácil. Toda esta minha insatisfação, baixa auto estima e falta de confiança conduziram-me a situações menos claros e a actuações pouco felizes, das quais me arrependo muito.
O importante é conseguir, neste momento, ter uma noção de tudo isso, bem como star empenhado em ser melhor, em cada dia que passa, com a certeza de que assim conseguirei ter um SORRISO mais positivo, mais forte e capaz de vencer todas as adversidades caminhando assim para a minha FELICIDADE. 
 

quarta-feira, junho 21, 2017

Dúvidas

Ontem fui jogar Paddle a Benfica, tendo gostado imenso do espaço e das pessoas, apesar de ter jogado com pessoas dum nível bem mais alto do que o meu. Vou querer ter aulas neste espaço porque até gostei bastante dos professores que demonstram interesse e acompanhamento. Nada como no Kalorias que sempre me pareceu muito amador e descuidado.
Gosto desse desporto, faz-me bem e ajuda-me a superar muita coisa.... pelo menos, estou com a cabeça ocupada e a trabalhar o físico, o que é bastante positivo e benéfico. E sendo um desporto ao ar livre, ajuda Ainda mais a sentirmo-nos bem e livres.
Interrogo-me, cada vez mais, acerca da finalidade da nossa existência, do que somos e fazemos em cada dia, bem como o objectivo primordial do Ser Humano. Não posso acreditar que por aqui passamos apenas para vermos os dias correrem, que apenas trabalhamos, , amamos, falamos, desfrutamos, dormimos e que tudo se resume tão só a estes actos que são mecânicos, automáticos e demasiadamente fáceis.
Mas como não tenho qualquer resposta para esta minha dúvida, de longa data, contento-me a tentar procurar um significado pessoal e interno acerca da minha vida e da minha função neste mundo. E muitas vezes esta busca é bem complicada e intensa, sem respostas claras e evidentes.
Não devo procurar essas respostas em pessoas/objectos externos mas sim em mim mesmo, apesar de ser bem mais fácil projectar-me algures e tentar encontrar resposta noutros apesar de, neste momento, saber que isso são subterfúgios para não olhar para mim e não me enfrentar. Devo, tenho de combater essa tendência e não projectar-me em parte alguma.... procuro-me e não encontro ninguém.
Sei estar actualmente numa grande carência afectiva, numa grande necessidade de carinhos e afectos mais do que qualquer outra actividade física ou afim, porque o que verdadeiramente me interessa é a pessoa em si, o que ela me pode dar ou transmitir bem como aquilo que eu possa dar, compartilhando o que possamos ter em comum.
Será talvez esse um dos objectivos da nossa existência a par duma progressão interior e consciente do nosso Ser, a caminho duma perfeição ou de algo que pode ser o Nirvana, seja o que isso significar.
E assim vamos continuando a viver com o nosso SORRISO, uns dias melhores e outros nem por isso mas sempre, sempre nesta busca do nosso EU e da nossa FELICIDADE que está também bastante interligada à de todos aqueles que se cruzam comigo. 



terça-feira, junho 20, 2017

Consciencia

Tempo de muito, muito calor .... tempo de descobertas sucessivas e constantes num progredir de auto conhecimento e de vontade de alterar aquilo que sou, bem como a forma de estar, reagir e ser.
Neste momento começo a ter  a consciência do que não quero, nem desejo para mim e para a minha vida, sabendo já identificar muitas das minhas parafilias, das minhas obsessões e compulsões. Conhecendo-as mais  facilmente as consigo "vencer" e ultrapassar de forma a não estar preso a essa "estranha forma de vida".
Estou cansado desta permanente e aparente "confusão" em que me movo, sabendo em simultâneo o que quero e não quero mas muitas vezes escolhendo o caminho mais fácil e simples. Simples no imediato, mas complicado para a minha estabilidade e postura porque para ir para além da superficialidade das pessoas e das situações tenho de fugir da minha zona de conforto e ter uma mais valia que sei ter.
Se, neste momento, conseguisse ter uma estabilidade financeira como a que eu gostaria, seria tudo mais fácil, visto que esse aspecto é algo que me preocupa e contra o qual não tenho solução porque não sei viver doutra forma, sem ser com planos e ideias doutros tempos e doutras épocas que, agora, não consigo suportar.
Infelizmente até nisto vou buscar as raízes ao meu querido Pai que gastava o que não tinha e vivia bastante, como eu já o fiz (faço ??), dum show off e de querer conquistar as pessoas deitando dinheiro e charme para cima delas.
A minha cabeça está muitas vezes completamente voltada do avesso, levando-me a contrariar e ate a violentar a minha consciência; isto é, às vezes ajo, reajo e faço coisas de que eu próprio não gosto, mas que, obsessivamente, faço e que depois me provocam dor, remorso é sofrimento, naquilo que parece ser uma vontade inconsciente de me castigar e punir. Será que tudo tem de ter uma explicação analítica e das profundezas do nosso inconsciente ?
Tenho uma (quase) certeza de que a vida é feita de muitas pequenas coisas, de pequenas peças dum enorme puzzle que vamos fazendo, muitas vezes numa tentativa de colocar essas peças no sítio certo, numa de erro e de certo o que nem sempre é fácil de fazer. Mas assim como gostava de fazer puzzles também vou conseguir encaixar quase todas as peças da minha vida no local certo para ter uma ideia concreta da globalidade do que sou. E é este o caminho correcto e certo.
Também acabar com as muletas de que me vou servindo, atirando por vezes culpas para o lado para não ter que pensar, bem como realizar e tomar verdadeira consciência de que se não formos nós próprios ninguém mais o fará por nós, mesmo os supostos amigos do coração ou aqueles que nos fazem ou fizeram juras eternas de Amizade, porque tudo tem um fim e um desenrolar que muitas vezes nos ultrapassa completamente.
Mas manter o nosso SORRISO nesta caminhada para a nossa FELICIDADE é um imperativo pessoal neste momento em que, mais do que tudo, tenho a obrigação de estar comigo, de saber como sou e para onde vou. Apenas isso me conseguirá fortalecer, amadurecer e fazer crescer mais e mais em cada dia que passa.

segunda-feira, junho 19, 2017

As Mesmas Perguntas

Recomeço das "hostilidades" ... depois de todos estes dias de férias, eis-nos de regresso ao trabalho e de que bem precisamos para regularizar tudo.
Por acaso, sinto-me bem porque me vão acontecendo coisas engraçadas e curiosas, momentos fugazes mas intensos e alguns novos conhecimentos, que não levam à parte alguma mas que servem para distrair e experimentar novas coisas.
Neste momento, tenho e devo pôr as ideias em ordem, não correr atrás de moinhos de vento ou de quaisquer ilusões, nem me deixar embalar pelos meus habituais cantos de sereia. Cabeça fria, pés bem assentes na terra e seguir o meu caminho...
Ha alturas, e esta poderá ser uma delas, em que muita coisa não parece fazer sentido nem ter algum objectivo concreto, mas antes uma indefinição de sensações, de sentimentos e de momentos que, amalgamados e prensados, nada significam ou em nada contribuem para o meu bem estar. Ou talvez contribuam.
Devo estar e uma vez mais, numa encruzilhada da vida, cheio de dúvidas, de angústias existencialistas bem como de não saber o norte da vida nem tão pouco se alguma vez mais alcançarei algo que não seja esta rotina cansativa e absorvente em nada.
Estou numa fase de alguma agressividade para com algumas pessoas que me desiludem, me entristecem mesmo que não sejam culpadas de nada, mas estejam apenas ausentes do meu quotidiano, porque a vida preenche demasiado as pessoas e não lhes dá o espaço necessário para que possam estar juntas e alimentar os sentimentos.
Além de que continuo, talvez, a exacerbar momentos ou factos se bem que tente não me colocar no centro do Universo, mas não posso ignorar os meus sentimentos, a minha sensação de perda e de abandono, que sempre tive. É estranho mas é assim mesmo a vida.
Tudo estaria muito bem se não estivesse nesta dificuldade momentânea no consultorio; semana de férias, feriados, menos consultas, os mesmos gastos. Tudo junto dá-me uma certa instabilidade que vou vencendo mas que vai fazendo o seu caminho, apesar de não haver angústias, neutras ou obsessões com o que quer que seja.
Nesse aspecto posso dizer que estou um novo Homem porque a força do SORRISO se impõe e prevalece por cima de tudo o mais, com a meta da FELICIDADE que todos queremos e desejamos.



domingo, junho 18, 2017

Domingo

Fim de semana pacato... cheguei na sexta, tranquilamente, fui ter com um amigo e sair um pouco, mas estava tão quente e sem vontade que vim para casa. Ontem estive a pôr ordem numas coisas, para depois ir ter com outro amigo que venha jantar a minha casa e onde estivemos até hoje sem sair.
É uma pessoa que me faz muito  bem, pela calma e sensatez que tem; não há nada sem ser mesmo estes encontros, estes estar quando queremos e temos vontade, mas talvez a construir qualquer coisa de sólido ou de consistente. Sem expectativas nem ilusões acerca de nada mesmo.
E será mesmo que, como dizem alguns dos meus "ditos" amigos, me afasto e me auto excluo, bem como quero fazer o papel do coitadinho ?? A verdade é que estou cansado de ser uma espécie de segunda escolha em que apenas quando não há outros programas é que se lembram da minha existência, bem como por pequenos/grandes pormenores ninguém parece lembrar-se de mim. O meu aniversário foi quase há 3 meses e há pessoas que nunca mais vi, nem tiveram ainda tempo de me comprar o prometido presente. Não tem importância nenhuma, mas é apenas um símbolo das coisas.
Mas terá tudo isto qualquer importância ou será apenas uma forma de ocupar a cabeça com coisa nenhuma... talvez tudo tenha terminado quando se deu a separação e cada qual seguiu o seu caminho.
Mas ate nesse caso houve dificuldades e muitos erros, parecendo-me agora que, talvez e finalmente, tenha percebido que nunca mais haverá coisa alguma e que até terei sido um peso e um empecilho muitas vezes. E isso magoa e dói imenso.... mas tudo nesta vida tem o seu reverso e assim também será neste caso.
Vim dumas férias tranquilas, em que me senti bastante doente e triste por o estar e estar sozinho, para estar já a planear outras férias. Com menos possibilidades este ano vou ficar por Espanha, a passear e a conhecer locais e lugares ainda desconhecidos. Acho que vou gostar do passeio que estou a planear fazer pelo norte do nosso País vizinho.
Ainda voltando um pouco atrás, tenho a consciência e a certeza de não ter toda a razão em coisa alguma, mas também sinto que poderei ter razão em alguma coisa, por muito pouco que seja. Gostava que me tentassem compreender e perceber como estou e como sou, sem dramas, teatros ou disfunções. Sinto-me desiludido com muita gente e com a sua forma actual de pensar. A osmose entre casais é uma realidade...
Sem grandes novidades, sem grandes entusiasmos cá vou fazendo o meu percurso... cheguei à conclusão de que preciso de afectos - como diz o nosso PR é algo de muito importante na vida - e de pequenas atenções porque uma pequena festa, um beijinho carinhoso, um SORRISO têm para mim, neste momento, a maior das importâncias. Estar abraçado a alguém, estar carinhosamente a ver uma série, sentir essa mesma pessoa tranquila, a adormecer e assim ficar nos nosso braços é algo que me dá  uma enorme FELICIDADE neste momento.
Mais do que actos físicos, necessito destes momentos afectivos, íntimos e carinhosos que apenas podem ser dados por pessoas que se Amam, estimam ou simplesmente compartilham algo em determinado momento. E é muitíssimo bom sentir um SORRISO verdadeiro a crescer dentro de nós e em conjugação com outra pessoa. 


sábado, junho 17, 2017

Em Casa

Novamente em casa... depois destes dias de descanso e de férias, de regresso à minha "humilde" casinha, que estava excelente e de boa saúde.
Quero estar mas este fim de semana tranquilo sem grandes planos ou projectos; apenas a ganhar forças para os dias que vão continuar e a resolução dos problemas que vou ter de enfrentar e que são alguns.
Estava à procura de locais para ir de férias em Agosto e estou espantado com os preços que de pedem para a altura que quero... chegam a ser absurdo em alguns casos os valores pedidos. Mas logo veremos o que vamos fazer.
Hoje vou estar com um amigo que vou buscar daqui a pouco e pouco mais tenho previsto, para além, como disse, de tentar descansar mais estes dias.
Tenho-me sentido um pouco como peixe fora de água, sem saber muito bem o que quero, como quero e mesmo se vale a pena querer alguma coisa; acho que estou discretamente desanimado e desorientado em relação a muita coisa neste momento. Sobretudo em relação a mim mesmo, ao que sou, ao que quero e ao que pretendo no futuro.
Há certas palavras ditas e escritas que ficam a ecoar na minha cabeça, ausências muito  sentidas, silêncios ensurcedores, bem como atitudes e posturas que não sei qualificar. Sei apenas que, e uma vez mais, não é  este o caminho que quero e desejo para mim mesmo.
Neste meu percurso actual, há e sinto um grande vazio que nunca mais é preenchido, seja por mim próprio seja por quem for, tendo a certeza de que não quero continuar nesta incerteza, neste buscar estranho, nesta incoerência quase total, neste (quase) não saber o que quero ou quem sou. Como diz o fado, procurei por mim e não encontrei ninguém... é assim que me sinto.
Estou a fazer uma espécie de "jogo" comigo e com outros que, certamente, não irá dar bom resultado porque tudo se descobre, tudo se cria e também se destrói duma forma rápida. Devo dizer que estou ou começo a estar farto de tudo isto e de muito mais sem saber mesmo como vou dar a volta a tudo isto. Não há mesmo maneira de corrigir a rota, de seguir em frente e de fazer algo válido na vida que me resta.
Também a verdade é que já fiz muito ou quase tudo o que teria para fazer, pouco ou nada restando para efectivar pelo que, neste momento, apenas tenho pela frente um vazio  de tempo. Ainda por cima parece que muito do que dava por  garantido se foi e desapareceu, sentindo imenso a falta dos que, num passado recente, faziam parte integrante da minha vida e do meu dia a dia. 
Parece que tudo desapareceu ou de esvaneceu por causa de separações,. de desvios de caminhos e de desencontros permanentes que surgem sempre e a toda a hora neste presente que vivemos e que cada vez mais me cansa, me desgasta e me perturba.
Quero conseguir ter um SORRISO verdadeiro, forte e luminoso por corresponder mesmo a uma realidade sentida, bem como ter aimda a hipótese de ter alguma FELICIDADE... nem é preciso ser a totalidade, mas pode ser um resquício desse mesmo sentimento de bem estar.

sexta-feira, junho 16, 2017

Regresso

De partida desta cidade de que gostei bastante. Ontem fiz, talvez, o melhor tour guiado desta semana. Para além de ser apenas eu e a guia, passeámos pela parte antiga que não conhecia, nem fazia ideia, compreendendo então porque esta cidade tem o maior "casco Antiguo" de todas as cidades espanholas. 
Partindo da Torre Calahorra - que em árabe seria a torre isolada, por ser única e solitária - atravessámos a ponte romana, em direcção à Mesquita,imponente com a sua iluminação.
Debaixo desta cidade há um mundo subterrâneo, cheio de ruínas, de recordações doutras eras em que, quando se escava, se encontra vestígios dos muitos que por aqui passaram. É efectivamente uma cidade riquíssima de história, que se cruza connosco em cada lugar, em cada esquina ou "rincón".
Seguimos para uma zona que desconhecia por completo ser Ainda casco antiguo, com uma explicação ao pormenor do que existia e que dava vida a esta importante cidade, porto natural visto o rio Guadalquivir ser navegável e trazer e levar as mercadorias de Cádiz. 
Esta parte da cidade estava organizado duma forma muito lógica e estruturada. Assim e por exemplo, o gado era trazido já morto para esta zona porque os matadouros eram fora de portas, pelos cheiros e odores inerentes; uma vez chegados eram desmembrados, indo a carne para a zona dos carniceiros, as peles para os curtidores, sendo tudo aproveitado e devidamente seccionado. Seguia-se a zona comercial onde se faziam as vendas e compras de tudo isto. 
Também havia a plaza del poltro, onde se compravam os cavalos e ao irmos para lá passámos por uma rua - aparentemente existe em mais cidades espanholas - chamada de pañuelo, porque de tão estreita um lenço de senhora cobria a distância dum lado ao outro da rua. 
Chegámos depois ao que foi para mim uma surpresa total: a Plaza Mayor de Cordova. Como todas as cidades espanholas que se prezam ,também esta tem a sua Plaza Mayor, que é simples mas muito bonita e inteiramente dedicada aos locais.  Nos edifícios existentes vivem locais, com rendas baratas e sociais, bem como todos os bares e restaurantes aqui existentes praticam preços para os de Córdoba. Devo realçar que esta foi a cidade que me espantou pelos preços,visto que é tudo muito barato. 
A partir de hoje começa um pequeno festival de Flamengo e ontem também tive oportunidade de ver, numa estalagem antiga muito bem conservada, um pequeno exemplo dessa dança tão tipicamente espanhola. A partir de hoje e durante uns dias, haverá flamengo por toda a cidade.
Foi, como se constata, uma visita riquíssima em que aprendiz imenso, com uma guia espectacular e muito conhecedora - outro aspecto que me agradou foi o nível de todos os guias - de toda a história e meandros da cidade. Ha muitos nomes ligados à cidade, como Cervantes, o pintor Jorge Torres e muitos outros que por aqui viveram ou passaram. 
Tenho pena de não conseguir levar uma estatueta de metal típica desta cidade mas as que vi e gostei mesmo, já não me foi possível comprar por estar a loja fechada. Posso dizer que foi um final muito bom para estes dias de férias em que, apesar do calor, fiquei a conhecer mais uma cidade espanhola riquíssima de história e de encanto. 
Agora com um SORRISO estou de regresso a casa, pensando que não devo fazer grande falta a ninguém porque nestes dias ninguém mu contactou ou me indagou. Não é bem verdade mas enfim será o meu pessimista a vir ao de cima e a puxar pelo habitual miserabilismo ao contrário de me sentir em FELICIDADE pelo que vi, pelo que aprendi e pela oportunidade que tenho em poder viajar.



quinta-feira, junho 15, 2017

(Ainda) Cordova

Mais um dia de calor e de passeio por Cordova, desta vez pela cidade moderna e "normal"... pelas avenidas principais, pelo Corte Inglês sem o significado de outrora em que ir a estes armazéns era o mesmo que estar em Espanha. Como muitas das viagens que fiz nos anos 70 e 80 em que tudo era diferente e novidade, porque não tínhamos nada em Lisboa.
Agora qualquer capital ou qualquer cidade da Europa é quase igual a todas as outras com as mesmas grandes lojas, grandes cadeias de restaurantes apenas se diferenciando pelo folclore local e pela especificidade existente. Não se consegue encontrar muita coisa diferente ou exótica por esta Europa fora. Mas é bom estar neste rebuliço citadino, sentado numa esplanada a beber um bom sumo de laranja para compensar a desidratação provocado pelo calor intenso que se continua a fazer sentir.
Hoje vou, simplesmente, passear sem destino certo e sem grandes preocupações, tanto mais que continuo a sentir este imenso cansaço que me tem vindo a deixar preocupado, por não ser natural. Esperemos que seja apenas a "ressaca" dos últimos tempos e que me passe em breve. 
Apesar desse pequeno contratempo, estou tranquilo, Pacífico e consciente do muito que andei até aqui chegar, em termos emocionais, mentais e de reforço do que sou e do que quero ser. Nestes passeios solitários, em que converso, e muito, comigo mesmo, vou reflectindo acerca da vida, do meu dia a dia, das muitas pessoas que se atravessam no caminho e quais as que, realmente, valem a pena. Há sempre uma pessoa, e sempre a mesma, que me vem muitas e muitas vezes à memória pelas muitas e muitas viagens que fizemos e pela enorme saudade que ainda hoje sinto. 
Olho para hoje e constato a abissal diferença existente entre este Luis e o de há uns anos em que teria de estar programado, em que qualquer desvio fazia sentir-me extremamente inseguro e assustado, em que tinha de estar constantemente acompanhado para não ter receio do que quer que fosse. Hoje ando até de carro pela cidade que não conheço, perdendo-me e voltando a encontrar o caminho sem receios ou pânicos, desfrutando o que vejo e Ainda estando em paz comigo mesmo e com aquilo que vejo em mim.
Claro que adoraria estar com alguém com quem tivesse uma vivência, um relacionamento normal e salutar mas será que algum dia encontrarei uma pessoa com quem queira mesmo estar e viver o meu dia a dia ?  Veremos o que o futuro nos possa trazer. 
Já decidi que este verão, nas minhas próximas férias em Agosto, tentarei ir numa excursão algures que não sei ainda onde, para estar com mais pessoas, bem como com algo organizado doutra forma e duma maneira em que não tenha de "pensar" no que vou ou não fazer. É mais fácil como verifiquei no ano passado naquela que foi uma viagem fantástica e maravilhosa, que ainda hoje recordo com saudade.
Hoje é feriado em Portugal, nem sei bem porque, mas por aqui é um dia normalissimo, cheio de movimento como em todas as cidades espanholas, com o habitual barulho dos naturais que falam alto e muito. Lembro-me sempre do meu irmão e cunhada em pleno museu de arte moderna em Lisboa a falarem altíssimo com um casal de compatriotas que tinham acabado de conhecer. É típico.
Nestes dias tenho-me interrogado bastante acerca do significado da vida, dos objectivos que queremos, bem como do que queremos para o nosso futuro e não tenho respostas concretas e reais, mas apenas a vontade de que a FELICIDADE possa fazer parte do meu futuro seja de que maneira for. 
E com o meu SORRISO - que pode verdadeiro, forte e luminoso, vou conseguir viver a minha vida da melhor forma e duma forma que, efectivamente, faça de mim uma pessoa melhor, mais realista e mais consciente daquilo que sou e quero.

quarta-feira, junho 14, 2017

Reflexões

Ontem tive uma enorme quebra física que não sei explicar e que me preocupou bastante; de manha fui fazer a visita que tinha programada mas depois vim para o hotel onde fiquei deitado o dia todo, apenas tendo ido à piscina um pouco tomar um banho. Nem consegui comer...

Até pensei numa hepatite A porque dá este cansaço, pela ligeira alteração da cor da urina mas hoje penso que estou melhor, apesar de não estar muito convencido.

Mas moléstias à parte, ontem a visita foi extremamente interessante para perceber mais e melhor a história desta cidade com 23 séculos de história. 

O bairro judeu, a sinagoga e toda a envolvência destes locais fascinaram-me e fazem com que, cada vez mais, queira aprender e estudar todas estas culturas que se cruzam e que, numa determinada altura, foram capazes de viverem em paz umas com as outras.

Apesar disso, quando se deram as invasões árabes da peninsula - pelo século VIII - provenientes do califado de Damasco, houve uma destruição de muitos palácios, muitas igrejas e outros símbolos da vida de então por uma questão de fanatismo, como Ainda hoje acontece. Para eles e para os actuais, não são precisos símbolos, imagens ou seja o que for para adorar o verdadeiro Deus.

Acabámos a visita no Alcazar dos Reis Católicos, palácio mandado construir por um dos Afonsos da monarquia espanhola; este palácio foi depois convertido na sede da Inquisição espanhola que, neste País, foi feroz, extremista e dum obscurantismo imenso. Esta mesma inquisição que foi fruto da rebeldia de um grupo de cristãos de Ségur, que seguiram outra linha adversa ao papado e que foram completamente aniquilados.

Falamos do extremismo e fanatismo árabe, esquecendo muitas vezes o fanatismo cristão em que o Papa mandava em toda a parte, com uma corrupção e um poder imenso. Estou a ler " ISABEL de Aragão" onde é evidente o poder dessa mesma igreja para o bem e para o mal. Uma narrativa muito romanceada mas muito engraçada.

Na verdade, sinto que através dos tempos e da história, tudo é um eterno repetir da ganância, do prevalecer da vontade duma minoria, do uso e abuso da força do dinheiro e Ainda do não respeito pelos direitos humanos. 

Seja no século I, X ou XXI os homens são sempre os mesmos, com a mesma falta de princípios, a mesma falta de escrúpulos e a mesma mesquinhez nos seus objectivos. Ainda agora se vê a ganância de quem (quase) tudo tem e mesmo assim ainda quer mais e mais duma forma imoral e desmesurada, referindo- me aos actuais casos de corrupção em Portugal. Também a verdade é que são sempre os mesmos que se movem num círculo limitado e que se protegem uns aos outros.

Mas retomemos a Córdoba... parece ser a cidade europeia com o maior "casco antigo" , sendo efectivamente enorme, bem cuidado e merecedor duma visita atenta e demorada. Tem tantos lugares, desde o museu tauromáquico, às oficinas artesanais onde se tenta preservar o artesanato local, aos inúmeros palácios, casas, pessoas como pode exemplo Maimonides, grande intelectual do século XIV que parece ter sido o fundador do actual pensamento filosófico. 

Depois da conquista da cidade por Fernando III, fugiu para o Egipto onde morreu depois de escrever inúmeros tratados , estando actualmente enterrado em Israel que lhe prestou a justa homenagem.

Nestas viagens vamos aprendendo muita coisa, bem como a situarmo-nos na nossa pequenez e limitação enquanto Ser Humano; perante a dimensão da história valerá a pena preocuparmos -nos com a nossa pequenez e a nossa insignificância ou devemos, antes pelo contrário, aproveitar tudo aquilo que temos e podemos usufruir à nossa escala. Penso que a resposta só poderá ser uma...

Hoje vou fazer uma visita guiada à Medina Azahara, palácio de verão dos califas que, dizem, ser duma imensa beleza; depois penso fazer um tour no Sightseeing bus para ficar com uma outra ideia desta cidade, tendo em vista organizar o programa de amanhã porque Cordova é muito mais do que esta parte antiga. Assim a minha disposição física continue a melhorar.

Um grande SORRISO forte e mais esclarecido acerca de muita coisa, nesta busca constante pela FELICIDADE e pelo bem estar pessoal que será talvez o mais importante que temos e teremos. Mas sempre e em primeiro lugar saber quem somos e aquilo que cada um de nós consegue fazer da sua vida, bem como o valor que damos à nossa integridade física e mental. 

Quero crescer e amadurecer cada vez mais, bem como conseguir estar comigo próprio em paz e em FELICIDADE. 

PS: nesta visita à Medina El Zarath comprovei uma vez mais a enormidade da estupidez humana e das certezas absolutas. A Inquisição destrui a maior parte dos documentos referentes a este lugar para que não se soubesse nada de nada. Obscurantismo 



terça-feira, junho 13, 2017

Cansado

Cansado e com muito calor hoje apenas escrevo para dizer que é uma cidade fantástica. Um SORRISO

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segunda-feira, junho 12, 2017

Apontamentos de Historia

Cordova, no século II A.C. Foi fundada pelos romanos que aqui se instalaram e ficaram até ao século IV D.C. restando Ainda vestígios da sua permanência, como seja a ponte romana e a torre ..... depois vieram os visigodos do norte que por aqui estiveram, construindo a primeira capela que Ainda se pode ver debaixo da Mesquita. 
Por volta do século VIII deu-se a invasão árabe - do califado de Damasco - e a expansão da cidade que se tornou a capital do califado Al-Andaluz e uma das principais cidades do ocidente. Chegou a ter 90000 habitantes, enquanto Paris tinha 40000 e Londres 30000. 
Esse califado é aquele que, na actualidade, os fanáticos querem reconstruir na península, esquecendo a tolerância, a inteligência e a harmonia que o califa da altura tinha, permitindo a coexistência das três religiões, muçulmana, judia ( que chegou a um primeiro ministro na altura) e a cristã. Tambem construi uma biblioteca com mais de 400000 volumes.
A Mesquita foi construída então, tendo 22000 e tantos metros quadrados, permitindo a oração conjunta a 44000 fiéis, para se ver a dimensão desta monumento. Montes de arcos e portas que permitiam a entrada e saída das pessoas mas que depois os cristãos fecharam para construírem capelas e santuários dedicados aos muitos santos de Cordova. 
Fernando III conquistou definitivamente a cidade aos árabes em 1200 e tal, altura em que a cidade estava no seu apogeu. Na Mesquita foi começado em 1580 a construção (e adaptação) da Catedral, porque os cordobeses não permitiram a destruição da Mesquita. Ao contrário de muitas outras mesquitas totalmente  arrasadas pela Inquisição espanhola, que durou entre 1400 e tal e 1800 e pouco..
O altar da capela é uma réplica da basílica de São Pedro no Vaticano, e é verdade, e o coro construído em madeira de cacaueiro, é imenso com mais de 100 lugares sentados.
Todo o conjunto é duma imponência e duns pormenores que não retive na totalidade, mas que justificam a sua classificação como património da Humanidade.



Cordova

Vamos começar a nossa descoberta de Cordova... estou pronto para mais esta nova etapa. Ontem estava tão cansado que fiquei pela piscina do hotel, tendo apenas saído para jantar na cidade, pelo que pouco vi da mesma.
Apercebi-me que a vida nocturna é pouca ou nenhuma, havendo muitas esplanadas e aparentemente muitos encontros nessas mesmas esplanadas. De resto é como já me fizeram nada mais, nem bares específicos.
Hoje vou andar a pé, tendo uma visita guiada à mesquita hora do almoço que aguardo com expectativa. Faz calor nesta cidade pacata e descontraída.
Ontem jantei muito bem, sendo uma das especialidades de Cordova o rabo de boi.... restaurante simpático, serviço agradável, comida bem confeccionado e o melhor de tudo, super barato. Em Lisboa ou algures teria pago o dobro.
A aventura de ontem foi o regresso porque os taxis não andam na rua, mas sim têm de ser chamados, o que desconhecia. Fartei-me de andar até que - e felizmente que me tinham dado os contactos - telefonei e 2 minutos depois um táxi. Sempre tranquilo porque a experiência de viajante já é muita.
Na Mesquita... imponente e ansioso pela visita da tarde. À entrada enganado por uma cigana que me leu a sina - com algumas coisas certas como tinha de ser - e que me "comeu" dez euros, falando em confiança e que me daria o troco. Risa !
Pelo que vi é uma cidade bem bonita, pequena mas Património da Humanidade, onde se cruzam três civilizações, muçulmana, judia e cristã. Vamos inteirar-nos de tudo isto...
Vou andar pela ponte romana, atravessar o rio Guadalquivir... sempre com um SORRISO imenso porque a FELICIDADE está nestas pequenas descobertas.



domingo, junho 11, 2017

Viagens

"E quando a noite termina/ procuro por mim/ e não encontro ninguém"... vinha no caminho a ouvir Ana Moura e fixei estas palavras dum fado que fazem todo o sentido. Correr toda a noite atrás de alguém que não nós próprios não me parece fazer muito sentido nem tão pouco será aquilo que preciso neste momento.
Estou numa cidade que não conheço começando a visita amanhã... hoje foi a viagem que começou bem cedo, tendo Ainda ido despedir-me dum amigo; foram 5 horas tranquilas, a reflectir, a pensar na vida e a cantar. 
Agora no hotel, estou na piscina a descansar, a ler e tranquilamente com o meu SORRISO cheio de vontade de conhecer a cidade e ter momentos de FELICIDADE.
PS: quando parei numa bonds de gasolina para comer alguma coisa, lembrei-me duma homilia do Papa Francisco em que dizia que um dos principais problemas da actualidade é a falta de comunicação e de entendimento. Isto porque numa mesa estava uma família - provavelmente Mãe, Pai e dois filhos - cada um agarrado ao seu telemóvel sem contactar com nada mais do que a bebida e esse mesmo telemóvel que os ligavam ao mundo virtual. TMbdm aqui na piscinas outra família no mesmo, pelo que pergunto em que mundo vivemos para que as pessoas pareçam preferir o virtual ao real. Mais entendimento, mais diálogo e menos virtualizamos e fantasias. Também penso nos meus amigos que se refugiam nesse mundo de Amizade sem descerem à terra...

sábado, junho 10, 2017

De Férias

De Férias... dias de lazer, sem outras preocupações que não sejam passear, desfrutar de novos locais e de estar sem pensar em nada de especial. Quero estar nesse registo sem nada mais para me ocupar a cabeça.
Tenho estado com várias pessoas, numa descoberta calma e tranquila de realidades diferentes, mas sempre focado em mim mesmo e na forma como quero seguir a minha vida. Ontem escreveram-me algumas coisas de que não gostei talvez por poderem ser verdades, mas que estou a tentar mudar e ficar noutro registo. Talvez tenha havido uma reacção da minha parte a muita coisa de que não gostei, sabendo e tendo a certeza de que todos os erros foram por minha culpa. Ao contrário do que me dizeram não escondo nada disso nem finjo coisas diferentes daquelas que são.
Para tal, preciso talvez duma travessia do deserto para me acalmar e estar recolhido em mim mesmo, para que descubra efectivamente o que quero, como quero e para onde quero ir... é muitíssimo importante ter essa tranquilidade de espirito, de pensar em tudo e de seguir um caminho correcto e como deve ser. Quero assentar e ficar bem na vida em todos os planos e sobretudo não cometer muitos mais erros no campo afectivo.
Tenho de acreditar no que sou uma pessoa capaz, inteligente, sensível, credível, tendo muito para dar e também para receber.com idoneidade, respeito e verdade; devo e tenho de saber os meus limites, o que quero mesmo, bem de saber transmitir a quem quer que seja aquilo que sou e como sou. Talvez seja esse o caminho real e efectivo da vida e dos sentimentos.
EStou a preparar as coisas para ir, arrumando mala(s) e afins para aguentar as altas temperaturas que vou encontrar; estou entusiasmado com a cidade para onde vou, pela sua riqueza e história. Quero conhecer mais uma cidade duma forma tranquila e completa.
Espero que sejam dias bem passados, a reflectir na vida e naquilo que sou e como sou, sempre acompanhado dum SORRISO que é mesmo luminoso e forte porque acredito naquilo que sou e sei que posso ter a FELICIDADE que procuro desde há muito

sexta-feira, junho 09, 2017

Ferias

Quase, quase de férias... a trabalhar em Lisboa neste último dia de actividade que terminará pelas 14.00 horas. E ficarei livre por 9 dias completos...
Ontem acabei por ir jantar com o DB, por acaso e sem estar nada previamente combinado, mas tínhamos umas coisas para devolver um ao outro e acabámos por jantar. Conversámos. Falámos acerca do passado recente e, na verdade, as distâncias existentes, a diferença de personalidades e a falta de compreensão mutuásseis notórias e evidentes, havendo Ainda um aspecto de que não gosto mesmo, que é a amargura, o rancor e a vontade de vingança. Felizmente que consigo neste momento estar acima disso mesmo.sei o que aconteceu, sei o que fiz este as razoes porque o fiz e por isso mesmo, estou bem comigo próprio, apesar de saber que errei e que procedi duma forma errada.
Felizmente que a vida continua, que consigo não me deixar envolver demasiado, pensando e analisando o que me rodeia e o que tenho para que a vida decorra sem problemas, nem violências gratuitas ou o que quer que seja. Sei que terei de me definir um dia destes, mas apenas e tão só quando tiver a certeza do que quero ou de quem quero. Em primeiro lugar está a minha pessoa.... o meu crescimento interior, o meu amadurecimento e interiorização.
As pessoas andam com uma enorme falta de paciência. Ainda agora ao atender um utente que tinha um grave problema de bruxismo, que aconselhei a tratar rapidamente, esse mesmo utente levantou-se, virou-se para mim e disse " perdi a paciência consigo" e saiu. Não consegui articular uma resposta que tenho agora pronta para dar, porque sei que não fui mal educado, nem arrogante nem seja o que for. Apenas as pessoas andam crispadas e mal dispostas com a vida.
Mas esqueçamos este infeliz incidente e pensemos em coisas positivas, em atitudes boas e sobretudo no que vou fazer nestes próximos dias em que estarei entregue a mim mesmo duma forma totalmente livre e sem compromissos ou obrigações. Sobretudo desfrutar do que vou ver, estar comigo e aproveitar ao máximo tudo o que tenho e que sou, sempre com um SORRISO interno imenso e luminoso, porque sei que a minha FELICIDADE está nas minhas mãos.

quinta-feira, junho 08, 2017

Consciência

A caminho das férias.... hoje trabalho de manha estando livre da parte da tarde. Vou fazer compras, supermercado, ver alguma coisita de roupa e passear. Ou seja, a preparar-me para os dias de descanso que se seguirão em breve.
Em cada dia que passa, vou descobrindo mais e mais factos acerca de mim, conseguindo fazer uma narrativa séria e abrangente dos meus dias e sobretudo do meu estado interno e das minhas obsessões, rituais e afins. Isto é, tenho cada vez mais consciência do que quero, do que sou, de que a minha vida não é, nem deve ser o centro da vida, de mais ninguém porque, efectivamente, nada circula à volta do meu um simples e normal umbigo. Há muito mais vida para além da minha e do meu círculo, visto que não sou o sol do sistema solar mas apenas e tão só outro planeta que roda neste Universo.
Vou conhecendo pessoas, estando com elas sem juras ou promessas infindáveis do que quer que seja, num conhecimento progressivo e verdadeiro como deve e tem de ser.
Ao evitar o constante sofrimento mental, ao proteger-me dos sentimentos de culpa e dos remorsos que costumava ter. - e até parecer que tinha prazer nisso - vou conseguindo ficar mais tranquilo, mais calmo e sobretudo conseguir ter maior FELICIDADE que é o que realmente importa neste momento e na nossa vida.
Terá tudo isto algum significado real, verdadeiro e constante ou será apenas mais e outra fase da minha vida em que julga estar numa certa direcção e acabo por estar noutra.
Ontem sinto ter magoado a minha grande amiga do coração, CP, com o que lhe disse, mas na verdade sinto-me estranho com muita gente, porque, sabendo que gostam de mim, estou "cansado" de ter de tomar sempre a iniciativa para que alguma coisa se realize, bem como há pequenos nadas que me fazem estar, neste momento, um pouco afastado. Sei que é um problema meu que tenho de resolver mas também sei que quero mais deles, numa reciprocidade entre iguais.
É verdade que praticamente desde os meus anos, quase nunca mais estive com eles nem se proporciona nada com qualquer dos meus grupos de amigos, mas sinto principalmente a falta do que chamo o meu " núcleo duro" . Serei eu que tenho de ter sempre a iniciativa seja do que for ?? Vou reequacionar tudo isto, mas penso que também tem a ver com o facto de já não me considerar o umbigo de ninguém.
E vou à minha vida, com a consciência de que estarei cada vez melhor comigo mesmo, mantendo um SORRISO cheio, forte e luminoso porque apenas assim consigo conhecer cada vez mais a FELICIDADE que quero e desejo.



quarta-feira, junho 07, 2017

Mudanças

Quase de férias... curioso que, quase ninguém, acredita que vou sozinho passar uns dias fora, relaxar, ver novos locais, descobrir o nosso passado comum, mergulhar na história da Península, do judaísmo, do Corão e de como seria bom ser possível conciliar tudo e todos em vez de andarmos neste mundo terrível em que todos querem mudar este mundo com violência e com catástrofes.
Vou conseguindo equilibrar-me profissional e financeiramente, apesar de, em teoria, precisar de mais e melhores rendimentos, mas se continuar assim vou estando; se me comparar com os restantes, parece que estamos todos neste barco que, rapidamente, está a deixar entrar muita água e a afundar-se mais rápido do que devia. Na verdade a evolução dos tempos altera muita coisa e nem sempre para melhor.
Ontem aconteceu uma coisa que me deixou muito satisfeito por ter sido capaz de pensar e raciocinar antes de agir. Tinha combinado uma saída e não me davam resposta e quando telefonava, ou não me atendiam ou me despachavam; antes pensaria logo que era alguma coisa comigo, que tinha feito algo mas desta vez parei para pensar e chegar à conclusão que devia ter havido factos ou problemas que iam a ver comigo. E assim era.... problemas que surgem, que alteram um pouco a,pessoa e fazem com que saia do seu registo. 
Mas fiquei contente por ter conseguido discernir uma realidade que não a minha, nem projectada coisa alguma nessa mesma pessoa. Uma mudança bastante significativa na minha forma de agir.
Ando numa fase de muita introspecção, bem como de tomar mais e melhor consciência da vida, dos factos e das pessoas porque nada gira à minha volta, nem tudo tem a ver comigo. Há mais mundo para além de mim e do meu círculo... e é bom perceber e compreender isso mesmo visto que assim consigo ter maior tranquilidade e paz.
Estou numa duplicidade como me acontece muitas vezes, entre a vontade de ir passear sozinho e de não ir... mas evidentemente que vou e vai ser bastante bom e divertido porque vou ver coisas novas, estar comigo e com quem encontrar por aquelas terras. E Ainda constatar que consigo estar comigo e ter programas interessantes, porque também no verão vou ter um programa deste género e quero fazê-lo bem.
E cá estou neste recanto lisboeta a trabalhar, ou a fazer por isso, numa boa disposição, tranquilo e relaxado a pensar que a FELICIDADE se conquista em cada dia, tendo sempre um SORRISO aberto, verdadeiro, forte e luminoso.



terça-feira, junho 06, 2017

Superficialidaded

Tempo cinzento como eu próprio... a superficialidade das relações, o não aprofundar dos conhecimentos, o saltitar aqui e acolá, o não assumir aquilo que sou ou quero em determinados campos, a falta de "coragem" para assumir comportamentos e atitudes são factos, por mim, conhecidos mas talvez nem sempre assumidos.
Hoje a conversa centrou-se nestes aspectos da superficialidade, de estar sem estar talvez despoletado por comportamentos diversos que se vão repetindo periódica e ciclicamente. Actualmente penso que não engano ninguém, que não faço juras de amor, mas sei e sinto que vou alimentando muitas coisas e tentando manter os outros "presos" nestes conhecimentos, sem saber bem o que quero, quem e como quero. Sei que me tenho de me querer a mim próprio e a partir daí querer quem quer que seja.
Afinal o que pretendo da vida, sem ser mesmo conseguir ter FELICIDADe, sem jogar com as pessoas, sem magoar ou enganar seja quem for; afastar-me do exemplo paterno e seguir outro caminho e outra via, racional e consciente. Essa será a minha vitória sobre mim mesmo, a minha coroa de glória.
Parece que ando a convencer-me de que ainda estou bem, Ainda consigo cativar e "prender" as pessoas, perguntando-me se o mais importante não será mesmo estar comigo. Conhecer-me e estar comigo mesmo duma forma simples, verdadeira e real.
A resposta a estas e outras questões só pode ser, e é, aquela em que estou a trabalhar, a que eu sei ser certa, a que o tal meu lado positivo me diz para seguir; infelizmente e muitas  vezes, sobrepõe-se o meu lado negativo, os meus fantasmas, os meus medos ou receios que me levam a tomar caminhos que sei estarem errados ou que pelo menos não conduzem a parte alguma. É neste Equilibrio que tenho de me orientar e perceber realmente como sou e o que quero mesmo.
Nesta fase em que me encontro, sem vontade de estar com "velhos" amigos por talvez me sentir longe deles - e para alguns até ser um peso e um empecilho - e não ser procurado por eles, exceptuando o meu querido e sempre presente MS, bem como Ainda não ter encontrado outro círculo para o meu quotidiano, talvez faça com que queira estar mais recolhido e à procura de outras aplicações. A fazer o meu percurso....
E neste momento apenas quero poder ter o meu SORRISO forte, brilhante e empenhado neste meu caminho da FELICIDADE. Será que algum dia estarei na total utilização do meu discernimento e da minha consciência ?