quarta-feira, julho 05, 2017

Loucura

Hoje, dia 5 de Julho, declaro-me oficialmente louco e doente mental.... assim fica mais fácil para mim justificar o que sinto, o que sou e o que faço visto que os doentes mentais são iniputaveis, irresponsáveis e têm a sorte de não saberem nada de nada.
Tudo isto para dizer que estou farto, cansado, esgotado e sem forças anímicas para nada, bem como em guerra com todos e Ainda mais comigo mesmo, o que é, francamente pior. Sobretudo quando estamos francamente a atravessar um mau momento e sentimos que, neste momento, estamos completamente sozinhos, sem ninguém que nos acompanhe e que, verdadeiramente, queira saber de mim e de como estou ou deixo de estar. 
Quase pela primeira vez não culpo ninguém a não ser eu próprio, porque o homem é o que as circunstâncias ditam ( Ortega y Gasset) e as minhas circunstâncias actuais são mesmo estas, duma confusão enorme, dum desnorte imenso bem como de muitas magoas internas que apenas eu tenho de resolver e não culpar ninguém a não ser eu próprio. E reconhecer este facto é já um enorme passo para mim...
Ao fim de quase quatro anos de psicanálise, que resultados existem que a justifiquem, ? Que mudanças houve se é que houve ? E se houve mudanças, elas foram positivas e eficazes ou pelo contrário me estão a deixar assim desta forma e desta maneira ? Será um evoluir normal com a terapia estes momentos de "loucura" e de enorme desanimo ? 
Certa é a insegurança que sinto em relação ao consultorio, quer ao espaço físico quer e sobretudo à situação actual que, infelizmente, piora dia a dia e nada posso fazer para alterar ou dar a volta porque é um problema que todos atravessamos pelo excesso de profissionais existentes, pelo dumping que muitos fazem e Ainda pela falta de respeito dos doentes ou clientes como lhes queiram chamar. Esse é o meu principal desequilíbrio no momento.
Queria tanto estar tranquilo, em paz comigo e com o mundo, sabedor da minha pessoa, consciente do que tenho e sou, bem como com uma visão e uma perspectiva risonha e luminosa do futuro. Nada disto existe porque nada é previsível ou sequer possível de antecipar ou resolver.
Apenas está nas minhas mãos aquilo que quero ser, o,que consigo ser e Ainda como quero mesmo ser agora e no futuro. Esquecer as minhas obsessões, os meus fantasmas, não perseguir as pessoas em busca de afectos ou de Amor que tenho de encontrar em mim mesmo, sem o que nada é possível ou real. Por vezes, apetece-me hibernar ou estar num estado em que nada me atinja, como um estado comatoso.
Por isso mesmo, o melhor é declarar-me louco e instável, para não ser responsabilizado pelos meus actos, bem como não os sentir nem sofrer com eles, porque é como eu gostaria de estar. Imune ao exterior, insensível às pessoas, inconsciente a esta realidade que tenho porque assim seria capaz de ter a FELICIDADE  dum SORRISO verdadeiro, luminoso e sem qualquer resquício de sanidade. Apenas a irrealidade em que gostaria de mergulhar neste momento para fugir de tudo isto e principalmente de mim.

terça-feira, julho 04, 2017

Tristeza

Tempo cinzento , tal como o meu interior. Estou obnubilado, estou triste, magoado e confuso comigo, com os outros e com a vida em geral. Mas não adianta estar sempre de volta disto tudo mas sim seguir em frente, comigo e para mim.
"Esquecer" factos, pecadilhos ou o que quer que seja para que, em consciência e em paz comigo próprio, eu possa e consiga fazer a minha vida, sem dependências externas, sem obsessões ou compulsões ou qualquer outro tipo de parafilias. 
Seguir o meu caminho, estar de bem comigo, sem cedências, nem querer agradar a todos e a tudo, como sempre foi o meu costume, como se assim conseguisse conquistar as pessoas e cativar o seu Amor.
Parece ser um círculo vicioso em que me deixo envolver, porque ora estou em "guerra" comigo, ora com outros, parecendo que só desta forma consigo viver e estar sem pensar naquilo que realmente interessa. Ou seja, em mim, na minha vida sem subterfúgios, sem desculpas ou o que quer que seja.
Esta libertação de coisa, pessoas e factos passados é dolorosa, difícil e estranha porque, finalmente, parece que estou a soltar-me, com alguma dificuldade, do meu passado, dos que fizeram parte dele e agora deixaram duma vez por todas de fazer, não tendo Ainda conseguido arranjar outras pessoas que preencham esse espaço deixado bastante vazio.
Talvez a solução seja mesmo centrar-me em mim mesmo, sem querer qualquer reforço externo, entranhando que cada qual tem a sua vida e não tem que estar a alimentar o meu EGO, nem tão pouco eu ser o centro seja do que for. Mas é difícil e custa ser indiferente aos outros, bem como parecer não fazer parte integrante dum grupo ou do que quer que seja. Vou superar e esquecer muita coisa porque apenas assim conseguirei seguir o meu caminho e construir efectivamente algo que valha a pena.
Mas estou cansado, esgotado de muita e muita coisa que pareço não superar porque fragilidades internas, idiossincrasias próprias e Ainda porque, tal D. Quixote, ando atras de quimeras ou ilusões mil que não existem mesmo a não ser na minha cabeça ou nos meus devaneios. Tenho de depender cada vez mais de mim e apenas de mim.
E quero que o meu SORRISO brilhe no meu firmamento, na minha pessoa e que transmita para os outros, não esta sensação de tristeza como já me dizeram hoje, mas sim um bem estar e uma FELICIDADE que tem de ser real.

segunda-feira, julho 03, 2017

Decepções

Início dum novo mês que, espero, corra bem e duma forma que me permita respirar um pouco dos problemas que, ultimamente, tenho tido. Dei uma volta em certas coisas para poder enfrentar estes tempos duma forma mais tranquila.
Relendo o post de ontem, parece ressaltar um certo ressabiamento, uma certa dor de cotovelo ou inveja do que quer que seja, bem como também um certo sentimento de pena o que não corresponde em nada à verdade. Sinto-me desiludido, triste e saudoso doutros tempos, mas não tenho esses sentimentos de inveja ou assim; são coisas que mexem imenso com o meu íntimo, com a percepção, certamente que errada, de que todas estas alterações também se reflectem no convívio e na forma de estar das pessoas. É a vida.
Fim de semana tranquilo, que terminou muitíssimo bem com o meu filho Francisco a jantar lá em casa e a elogiar a minha culinária. Por acaso o Peixe estava muito bom...
Ele está bem, tranquilo, com planos e ideias e muitos festivais pela frente porque está na idade própria. Quero manter esta rotina de jantares semanais.
Quanto a tudo o mais, sem novidades porque, efectivamente, está tudo na mesma. Cada vez mais me lembro quando se diz que se pode enganar pouca gente durante muito tempo e muita gente durante pouco tempo, mas nunca toda a gente sempre. Ou seja, as minhas contradições, o querer tudo e mais alguma coisa, tapando aqui e destapando acolá, mas nunca sabendo exactamente por onde devo ir, que devo mesmo fazer ou o caminho mais correcto para chegar ao destino certo e Pacífico.
Gostava de não continuar neste ziguezaguear permanente, nesta confusão em que me perco tantas vezes, este constante querer e não querer, este jogo com pessoas que não têm qualquer culpa, este remoinho de sensações, feelings e sentimentos tantas vezes desencontrados.
Quando será que percebo realmente a importância das pessoas, o pensar antes de agir, o não andar atras de moinhos de vento e o não procurar constante por algo  que, naturalmente, acontecerá (ou não). Já está mais do que na altura de me portar como o ser adulto e responsável que sou, como uma pessoa edonea, madura e consciente das suas responsabilidades. Mas a verdade é que esta conflitualidade interna se manifesta cada vez mais duma forma estranha e confusa, deixando-me muitas vezes cansado, abatido e preocupado comigo mesmo.
Mas encaremos com optimismo estes tempos que passam, as férias que se avizinham e que vão correr muitíssimo bem, na descoberta de novos locais, novos mundos e novas pessoas, sempre com o meu SORRISO que quero cada vez mais forte, luminoso e aberto a novas caminhadas, novas pessoas neste rumo pessoal à FELICIDADE.

domingo, julho 02, 2017

Rescaldo

Cansado depois dum jogo de padel de hora e meia... novos parceiros, muito calor e interesse redobrado na modalidade. E já tomei banho, almocei e fiz comida para a semana.
Ontem foi o jantar de aniversário da CP e felizmente que levei um amigo porque senão ter-me-ia sentido extremamente deslocado; desde um palerma que nem sequer me cumprimentou, com uma falta de educação imensa a outro a quem tive de falar porque sim, aliado a ter sido quase ignorado por (quase) todos faz-me pensar e sentir que já não pertenço a este grupo nem nada me liga a estas pessoas.
A cereja em cima do bolo foi mesmo o presente que todos em conjunto deram à aniversiante, sem sequer alguém - fosse quem fosse - se lembrasse de perguntar se eu também queria entrar. Nessa altura senti-me completamente excluído e com um ódio de morte a quem fez a compra que estava todo orgulhoso da mesma.
Para além disso, sinto e bastante que o meu espaço já não existe, tendo sido completamente substituído por uma nova estrela de quem são todos muito amigos e intímos. PAra além de que essa mesma pessoa parece que tem determinados comportamentos de propósito. Para mim chegou e bastou.. ainda pensei que, talvez, tivessem tido o cuidado de ter comprado o meu presente de 60 anos, mas a desculpa de que ninguém tem tempo cansa. Aliás quando se quer pode-se sempre como se viu ontem em que o presente apareceu na hora.
Estou triste por me sentir tão distante e por ver que as afinidades existentes parecem não resistir às distãncias, nem às vissicitudes da vida, mas a verdade é que o verdadeiro e fiel amigo é, como sempre foi, o IA e eu fui por acréscimo. Rei posto, Rei morto...
Armado em vítima... nada disso, nem tão pouco em desgraçadinho, mas apenas constato factos; os telemóveis são bidirecionais e quando se tem interesse, fala-se, telefona-se e proporciona-se encontros. Mas se passaram mais de três meses e ainda ninguém teve tempo para ir ao corte inglês. Não é pelo presente em si, que já nem me interessa minimamente, mas pela atitude e pela falta de interesse demonstrada. Mas sigamos adiante e encerremos mais um capítulo da minha vida porque felizmente tenho anida, bons amigos que estão sempre presentes sem favores ou desprezos.
Tenho pena pelas meninas, e saudades delas, mas também já estou a ser substituído por quem se introduziu muito bem neste circuito e assim está como de direito.
Mas pareço um ressabiado e um rancoroso e não é nada disso; é apenas um sentimento de perda e de ausência de Amizade que se reflecte no que sinto e que me faz sofrer bastante. Mas tudo passa e a vida é feita destes encontros e desencontros em que nada se repete nem é da mesma maneira. Estou mesmo a ver que também neste verão se vai repetir a cena do costume e depois me dizem que me podia ter convidado e feito assim e assado.Será mais uma...
Mas chega destas conversas e olhemos o futuro possível, que será aquilo que conseguirmos e pudermos, porque felizmente a vida continua e nós somos capazes de fazer o presente que queremos ter sempre com um SORRISO e num caminho de FELICIDADE. Que seja mesmo capaz de prosseguir duma forma ou doutra, duma maneira ou outra desde que seja um caminho verdadeiro, correcto e positivo.

sábado, julho 01, 2017

Férias

Ontem, jantar de aniversário dum grande amigo de longa data, amigo sempre presente, interessado e atento aos seus amigos. Uma grande qualidade que nem todos os que se dizem amigos têm ou possuem. Jantar agradável, no mexicano de Algés.

A seguir ainda fui ter com um amigo recente para beber um copo e passar um bom momento, que acabou mesmo por ser uma agradável surpresa. Muitas vezes e estou a aprender isso mesmo, as surpresas vêm donde menos se espera, pelo que, na verdade, não vale a pena ter-se grandes expectativas em relação a coisa alguma, visto que o melhor surge de repente e sem se esperar.

Estou cansado, por me ter deitado tarde e ter dormido pouco, porque chega àquela hora de acordar e eis-me desperto e pronto para as habituais voltas de sábado.

Hoje não tenho nada de especial para fazer, pois era suposto ir ter com um amigo mas ele está a trabalhar numa coisa que lhe encomendei pelo que não pode; sendo assim, vou ficar por casa, arrumar algumas coisas, ler e dormir porque tenho, hoje, outro jantar de aniversário. este deverá  ser bem diferente do de ontem por motivos vários e sobretudo porque não me sinto bem com a maior parte das pessoas. Estou longe delas por motivos vários e elas de mim certamente por outros motivos.

Os dias vão passando, melhor ou pior... ontem dei umas voltas por Lisboa, fiz umas compras e pouco mais, não tendo trabalhado pelas desmarcações havidas e porque, efectivamente, começa a chegar a altura em que as sextas deixam de compensar porque há uma grande mobilidade de pessoas e de movimento, partida e chegada de férias.

Entramos no período estival e ainda não me consegui definir para onde quero ir... indeciso entre alguns destinos, mas entretanto já decidi, já marquei os voos e os hotéis, tendo marcado para um destino não turístico mas que me pareceu altamente interessante, aliando muita coisa e preços. Sendo assim vou passear pela Bulgária e em especial por Sofia. Vamos ver...

Já almocei, já fiz uma série de coisas que tinha para fazer e agora vou fazer a minha meditação para mais logo estar brilhante no meu SORRISO e na minha FELICIDADE.



sexta-feira, junho 30, 2017

Contingências da Vida

Mais uma semana que termina, mais um mês que acaba, entrando no segundo semestre deste ano. Brevemente serão as férias de verão, depois as festas e eis-nos em 2018.
Ontem foi um bom dia de consultório, não propriamente pelo rendimento, mas pelo movimento, pelos doentes novos e por estar todo o tempo ocupado, quase sem faltas. Espero que o mês que vai entrar seja compensador e que me permita respirar um pouco melhor, dando-me alguma folga.
Ontem tive uma breve, mas intensa troca de sms com o meu filho mais velho; achei por bem fazer uma coisa, que detestei, mas que senti que o devia fazer para que ele soubesse que não pode fazer como quer e quando quer. O silêncio e o ignorar têm custos e deixam mesmo muitas e muitas marcas, mas se é a opção dele que assim seja. Por mim, nada mais farei...
É uma decisão que dói e bastante, como aqueles que me conhecem bem - e haverá alguém que neste momento me conheça efectivamente ?? - saberão e poderão perceber visto que os meus filhos sempre foram uma âncora e a minha força. Agora no presente, e com esta situação lamentável, acho que tenho menos um filho que não sei quando recuperarei e se o voltarei a ter.
São coisas da vida que perturbam e magoam, mas contra as quais nada posso fazer visto que não está nas minhas mãos mudar mentalidades ou comportamentos. É evidente que tenho a minha quota parte de culpas, mas a principal será talvez ter dado demais e muito facilmente tudo e mais alguma coisa, não não preparado eficaz e correctamente para a vida. Agora nada posso fazer.
Mas esqueçamos estes factos e narrativas, concentre-nos no que temos e no muito que ainda tenho de crescer, amadurecer e consolidar. Como diz o AA, tenho de usar mais a memória para encarar o presente, de modo a perceber o que não devo fazer e o caminho que tenho de seguir. Resolvendo o que tem de ser resolvido e percebendo o que tem de ser percebido sem dramas, sem estórias e sobretudo sem me meter em buracos negros desconhecidos. E que assim devem ficar...
Mas estou cansado, com dificuldade em tomar decisões, enfrentar o presente e ter forças para  esta caminhada da vida; sinto que já fiz muita coisa, que ainda estou válido para muitas mais, mas sem saber exactamente como ou o que fazer para dar mais qualidade à minha vida e sentir-me mais satisfeito e numa sensação de FELICIDADE. 
Continuemos à procura de algo que me preencha,  me faça sentir feliz e amado,   bem como conseguir ter sempre presente o SORRISO, que deu origem a este blogue e que continua a ter um papel fundamental na vida de todos nós.
PS: hoje tenho um jantar de aniversário e amanhã outro; hoje quero ir e amanhã nem por isso porque estou bastante desiludido (magoado??) com muitas pessoas. Mas claro que a culpa é minha.



quinta-feira, junho 29, 2017

Factos e Acontecimentos

Ultimo de trabalho aqui no consultório, porque amanhã não tenho marcações pelo que não venho trabalhar à tarde. Começam as meses complicados, de férias, de ausências e em que as sextas feiras pouco ou nada rendem.
Também a verdade é que, actualmente, nunca se sabe quando o dia vai ser ou não proveitoso, porque a distorção do mercado é tão grande, o dumping descarado que muitos praticam, a lenta destruição da privada que isso provoca, vai deteriorando cada vez mais todo o planeamento e capacidade de resistência de qualquer um.
Ando irritado, desgastado e farto de muita coisa, e também, de muitas atitudes compulsivas minhas e esta obsessão permanente em querer demonstrar seja o que for com objectos externos, em vez de potenciar o meu objecto interno que, sei, tem força, valor e qualidade.
Esta luta diária comigo mesmo, este enfrenta duma realidade de que, muitas vezes,  não gosto é algo de que tenho, cada vez mais, consciência; preciso aplicar o pensamento à prática e ao que realmente quero, não me podendo deixar dominar pelos meus instintos primários, básicos e obsessivos.
Este fim de semana vou ter um jantar de aniversário, ao qual não me apetece mesmo nada ir, por motivos diversos e sobretudo porque não me apetece cruzar com determinadas pessoas e com outras porque não posso dizer-lhes o que gostaria e queria. Por isso vai ser um "frete" que vou fazer, apesar de ainda não ter a certeza de que vou estar presente. Felizmente que também terei outro no dia anterior ao qual me apetece imenso ir.
Assim o meu "padrinho" terei de ser em primeira linha eu próprio, coadjuvado pelo AA que, nem sempre estando presente ou disponível, me deixa muito tempo livre, apesar da sementeira que vai fazendo, continue a dar frutos duma forma ou doutra, mais cedo ou mais tarde.
Ha alturas em que pareço completamente bloqueado sem saber o que fazer, como acontece agora com as minhas férias de agosto em que não consigo encontrar um rumo ou uma solução que me satisfaça precisamente por estar bloqueado. Talvez e provavelmente porque neste momento estou revoltado, zangado comigo mesmo e com muita coisa que não consigo deixar de fazer. Felizmente que não tem havido problemas porque, nesse aspecto, estou bastante mais alerta e precavido.
Quando será que, duma vez por todas, eu consigo olhar para dentro de mim e ver aquilo que gostaria de ver e de sentir ? Quando será que o meu SORRISO será totalmente genuíno, verdadeiro e correspondente ao que sou ou quero ser, nesta progressão a caminha da FELICIDADE  que quero e todos queremos.

Podia haver um grupo, como os alcoólicos anônimos e outros parecidos, para combater as minhas parafilias, as minhas obsessões, comportamentos errantes e desviastes; assim teria um padrinho a quem telefonar nessas crises que me ajudaria a superar esses mesmo comportamentos assim como iria contando os dias em que era capaz de estar em "abestinencia"... teria a sua piada e a sua lógica.



quarta-feira, junho 28, 2017

Desgastado

Chuva.... tempo cinzento coincidente com o meu estado interior, o meu mood, o meu estado baço e intranquilo, como muitas vezes está. Neste caso directamente relacionado com a questão profissional que me começa a preocupar seriamente. Espero que tudo se componha rápido e como deve ser.
Quanto ao resto, que posso dizer senão que tudo continua na mesma, conseguindo, neste momento, parar atempadamente determinadas direcções para corrigir o rumo duma forma quase imediata. Os atalhos vão ficando e passando duma forma diferente, porque já não persisto no mesmo erro nem tenho ilusões acerca de muita coisa.
Ainda ontem um amigo recente me dizia que esta minha pressa, ansiedade ou o que seja, apenas afasta as pessoas e as faz ficar também elas stressadas, pelo que tenho de atentar neste aspecto e tentar levar tudo numa grande calma e tranquilidade. Devo isso a mim mesmo porque tenho de ter sossego e calma. E sobretudo não me meter de novo por caminhos completamente minados e errados.
Este mesmo amigo que tem uma história engraçada de vida, que trabalha contrariado numa área que não é a dele, que faz pela vida, que já teve uma vida fantástica em Milão e que desistiu dela pela família e pela Mãe... e que é alguém, como eu, muito carente de afectos mas também extremamente independente e consciente daquilo que é.
"The show must go on" porque a vida, como diz CC, não tem nenhum ensaio geral, não tem manual de instruções nem qualquer forma de se aprender sem ser com a nossa inteligência, a nossa consciência e também, no meu caso, dando com a cabeça nas paredes e aprendendo com os erros e com os sucessos.
Mas tenhamos calma e saibamos conduzir tudo duma forma serena, tranquila e sem levantar muitas ondas porque neste momento pouco posso fazer sem ser abstrair-me dos problemas, daqueles que não tendo solução, solucionamos estão e deixar os outros que podem ser resolvidos, serem resolvidos da melhor forma. 
Quero, assim que possa, alterar o meu quarto, pondo um móvel que trouxe de casa da minha Mãe e que será adaptado a cômoda, bem como alterar a cama... cores mais claras, a condizer com o resto do quarto. Tambem trouxe umas bases de candeeiro de mesa de cabeceira de que gosto muito e que, penso, depois de arranjados ficarão muito bem no meu "novo" quarto.
Sinto-me desgastado, farto e emocionalmente bastante instável com uma enorme necessidade de me assentar de mim mesmo e deste mundo onde tenho de estar. Muitas vezes não me entendo a mim mesmo, tipo conversa de surdos em que penso uma coisa e faço outro, sei dum caminho seguro e vou pelo atalho íngreme, rochoso e perigoso. Numa tendência obsessiva e (quase) constantemente a passar a linha vermelha. Verei o que o futuro me reserva se conseguir ultrapassar este presente que, muitas vezes, amanhece cinzento, escuro e desagradável e que, lenta ou repentinamente passa a soalheiro, bonito e cheio de esperança.
E é com esperança que estar, com o SORRISO cheio de FELICIDADE que busco em todo o lado e que nem sempre encontro. Tenhamos FÉ 



terça-feira, junho 27, 2017

Consciencia

Sessão a sessão vou verbalizando e consciencializando a influência de todo um passado, comportamentos, pessoas, factos, memórias que fazem parte do meu património pessoal, familiar e quiça genético.
Hoje reflecti acerca das semelhanças de todos os elementos masculinos da família, recordando aquilo que a FC me dizia acerca das interligações familiares, do rasto que 
fica bem como da impregnação que nos deixa no nosso sistema celular... n verdade parece-me que há um tronco comum em todas estas técnicas, ciências ou o que quer que lhe chamemos... 
Somos uma amálgama de emoções, sentimentos, recordações, episódios, memórias, que fazem aquilo que somos, a nossa maneira de estar; a consciência de tudo isso, aliado a um pensamento constante e "impiedoso" são os instrumentos que temos/tenho para me/nos orientar na vida que será tanto melhor ou pior consoante as nossas opções e escolhas.
Cada vez mais tenho a certeza do que não quero, do que não necessito bem como das minhas possibilidades, hipóteses e firmas correctas de agir, sem precisar de andar constante e compulsivamente à procura de pessoas ou sentimentos que mitiguem esta minha falta (agora consciente) de afectos, de carinhos e de Amor.
Constato Ainda que, em certos aspectos, estou a seguir as pesadas não só e principalmente  do meu Pai, mas também o lado de tragédia e de drama materno. Que se resume a sacrifico, a empenho nos filhos e a não ter sido deixada pelo Amor da vida. Um pouco como, às vezes, me sinto em relação ao IA, que "tem" de levar com minhas manias e inseguranças.
Sinto-me esgotado por me ver rodeado de inutilidades, de episódios sem nexo, sem prestar atenção ao que realmente importa é faz a diferença; sabedor das minhas fragilidades, dos meus medos, fantasmas ou compulsões é altura de dar o salto, de mudar definitivamente de agulha e de linhas, para algo mais tranquilo e Pacífico. E essa Paz terei de a encontrar em mim mesmo e não algures em quem quer que seja.
Será que é assim tão difícil agir em conformidade com o que já sei, com aquilo que estou farto de reflectir em vez de andar atrás de quimeras e de tentar encontrar na pessoa seguinte o que não encontrei na pessoa anterior ? E que nunca irei encontrar em ninguém enquanto não me encontrar a mim mesmo. "Ao fim da noite/ procurei por mim/ e não encontrei ninguém".
Tambem constatei hoje nos padrões de vida semelhantes que os elementos masculinos da família apresentam, que já devem vir dos meus avós e principalmente da minha avó paterna, senhora austera e altiva que marcou tão profunDamente todos aqueles que lidaram com ela. Mas isso pertence a outro capítulo, sendo verdade que a nossa vida e a nossa mente é um novelo que se vai desfazendo à medida que nos vamos inteirando cada vez mais daquilo que somos.
Hoje, terça feira, mais um dia, mais um tempo de SORRISOS na certeza de que, passo a passo, irei chegar ao que quero, ou seja, ao meu pleno conhecimento que me trará a FELICIDADE que todos nós desejamos. 



segunda-feira, junho 26, 2017

Segunda feira

Mais uma semana,  mais um dia de combate e de luta por um lugar ao sol. Sinto-Me cansado e desmotivado por razões várias.
Insisto em inutilidades e em pessoas boas, mas não certas para mim; corro atrás de quimeras e de afectos que são sentidos mas que não conduzem a nada porque não podem efectivar-se; idealizo cenários e pessoas que não existem e fico magoado com atitudes e ausências que são normais.
Estou bastante magoado neste momento com alguém que teve uma importância capital na minha vida e que, neste momento, se está simplesmente "nas tintas" sem querer saber nada de nada. Dói e bastante, mas tenho de suportar e seguir em frente, apagando completamente todos os vestígios Ainda existentes. A verdade é que, lenta e paulatinamente vai havendo um afastamento gradual entre as pessoas e que foi, nunca mais voltará a ser.
Foi um fim de semana engraçado, preenchido mas, uma vez mais, a apostar nas pessoas erradas, sem consequências e apenas por esta falha afectiva que precisa de ser constantemente cheia de afectos, mesmo que não sejam os certos. As pessoas são boas, com boa postura mas, infelizmente, sem grandes meios e  numa de se "encostar" sempre que possível. Já dei demais para esse peditório.
Devo modificar completamente os meus critérios de busca, bem como a forma como conduzo a minha interacção com as pessoas, devendo resguardar-me mais e melhor bem como não posso mostrar logo determinadas facetas da minha vida e do que gosto ou deixo de gostar. Quero conseguir ser "normal" sem estar muitas vezes à procura das tais migalhas de Amor que não me foram dadas no tempo certo e correcto. Apenas eu tenho de lidar com isso... e saber exactamente o que não quero mesmo. 
Felizmente que já estou bastante mais rápido nas minhas conclusões e nas minhas apreciações; já percebo duma forma mais imediata e rápida os atalhos em que não me posso meter e em que tenho de sair quanto antes. E felizmente que assim é para não perder tempo , dinheiro e energias.
E por terras de Odivelas em que nada faço vou pensando na vida, nas pessoas que vou conhecendo bem como no aprofundar do meu próprio auto conhecimento que é o mais importante para que consiga manter o meu SORRISO duma forma permanente e certa para que a minha FELICIDADE possa ser real e vivida duma forma plena por mim mesmo.



domingo, junho 25, 2017

Disperso

Estou a compreender ou a entranhar que algumas, ou muitas, coisas que faço e continuo não têm qualquer viabilidade nem tão pouco qualquer interesse para a minha vida, a não ser divertimento imediato e manter a superficialidade das pessoas e das relações.
Para além disso, há episódios que se poderão repetir se não estiver atento e não os cortar de imediato; estou a começar a ficar farto de muita coisa, mas ao mesmo tempo também desiludido com muitas outras coisas e sem esperança de conseguir encontrar quem quer que seja, a não ser eu próprio e a minha identidade interna.
Se me conseguir "ver" como eu sou e quero ser, então já é um enorme progresso que faço na vida e na minha cabeça, tendo de acompanhar esse crescimento/amadurecimento dum comportamento mais certo, menos divagador e sobretudo sem ilusões ou quimeras.
Cada vez mais tenho a obrigação de me centrar no que é importante deixando pelo caminho as futilidades, as migalhas que não interessam, concentrando-me mesmo em mim próprio e em alguma pessoa que, eventualmente, surja e que cumpra os requisitos mínimos. Mas, agora e neste momento, estou bem consciente disso mas durante quanto tempo pensarei assim ?
Ontem estive a mostrar parte da Lisboa turística a um recém amigo, tendo descoberto que a vista do alto do Padrão dos Descobrimentos é algo de fantásticos, lindo e até emocionante, porque na verdade temos uma cidade linda e cheio de coisas belas e maravilhosas. Toda a zona de Belém, dos Jerónimos e afins é bem bonita.
À noite fomos para o Terreiro do Paço, ao Arraial Pride que deixou de ter uma simbologia forte para passar a ser um local de encontro de amigos... e ontem foi uma noite muito, mas mesmo muito agradável, no meio de "velhos" e novos amigos, muitos deles espanhois. Muito agradável mesmo.
Hoje é dia de cozinhar, de ter ido buscar coisas a casa da minha Mãe, de ir beber um café com um amigo e ainda de jogar Padel sempre com um SORRISO porque cada vez mais a FELICIDADE se vai entranhando no nosso EGO.

sábado, junho 24, 2017

Meditações

Mais um fim de semana que começo a trabalhar um pouco no consultório... ontem dia normal de trabalho e saída à noite pelo BA e Príncipe Real. Fui/fomos a um bar onde nunca mais ter ido por estar tão relacionado c. Acontecimentos e factos que quero sequer de vez. Fui saudado e cumprimentado como se fosse parte da casa e vi muita gente que estava na mesma e na mesma continua a vida de sempre, sem outros objectivos que não sejam esta mesma vida da noite, copos e "engates".
Não quero mais recordações desses tempos nem tão pouco estar ao pé dessas pessoas que são ocos, completamente vazias, destituídas de valores e sem qualquer interesse para o que quer que seja.
Começo a não conseguir estar nas múltiplas peças que, por vezes, constituem a minha vida por opções próprias mas que me vão cansando, desgastando e Ainda chegando à conclusão de que são coisas vazias, muitas delas cheias de coisa alguma. E quero acabar com tudo aquilo que não tem qualquer significado ou importância real. Ontem, por exemplo, jantei com um dos meus amigos coloridos, tendo havido uma conversa extremamente interessante, porque se conseguiu ultrapassar a superficialidade de cada um, com um maior conhecimento da vida, do nosso passado e realidades.
Cada vez me apercebo mais que, muitas vezes, não presto a devida atenção ao que as pessoas são, ao seu passado, memórias e sentimentos/ sensações...e todos nós somos fruto de muita coisa, de muitas influências, muitas vivências e formas de estar. Ontem p, no decorrer deste jantar, apercebi-me disso mesmo, ou seja, que muitas vezes me fico pela superfície das coisas e das  pessoas sem procurar ir mais além, talvez para me defender de ter de descer ao meu interior duma forma intensa e real. Será um mecanismo de defesa, de não querer perceber ou entender muita coisa, de me esconder de mim mesmo ou será que haverá muitas outras razões citadas pelo meu inconsciente ???
A verdade é que, como me diz o AA, não é neste multiplicar de pessoas, situações ou factos que vou descobrir o meu caminho ou ter qualquer hipótese de seguir um caminho visto que sem um aprofundar do conhecimento, das relações nada tem significado ou pouco tem.
Acho que este facto está também relacionado com a minha insegurança, o meu medo de ficar só ou de não ter ninguém para conquistar ou moldar, o que, felizmente, está a mudar e a tornar-se diferente. Primeiro porque estou mais forte e mais conhecedor de mim mesmo, segundo porque tenho plena consciência do que não quero e terceiro porque duma vez por todos tenho de entranhar que estar comigo mesmo é, muitas vezes, melhor do que estar com "mil" pessoas em simultâneo. não estando de verdade com nenhuma.
A realidade é apenas e tão só aquilo que nós queremos que ela seja e podemos construí-la da forma que soubermos e quisermos, tendo de ter a inteligência e a consciência de que é em nós que é tudo como diz o poeta.
Estou a ler um livro do Rodrigo Guedes de Carvalho que ao contrário dos anteriores se está a revelar uma autêntica surpresa, pela narrativa, pelo desenrolar do drama que se vai adivinhando mas sobretudo pela forma de escrever totalmente diferente dos livros anteriores. Gostava de ser capaz de, algum dia, escrever um livro mas, infelizmente, acho que nunca o farei.... vou escrevendo estes apontamentos que gostaria um dia de compilar por temas.
E neste sábado, cinzento e estranho depois de todos estes dias de tão intenso calor, aqui fica o meu habitual SORRISO que, espero, esteja cada vez mais consistente e verdadeiro a caminho do que todos nós procuramos, a nossa FELICIDADE pessoal e interior.



sexta-feira, junho 23, 2017

Sextas

Mais um "madrugar" nesta semana, penúltima deste sexto mês do ano; ou seja estamos de novo a meio dum ano quase a entrar noutro porque o tempo não perdoa e passa tão velozmente que nem damos conta.
Ontem não trabalhei de tarde, por ser dia do meu colega, que teve a tarde completa tendo aproveitado para dar umas voltas de que precisava ou que tinha marcado. Comecei por ter uma reunião com uma seguradora por causa da facturação que é mais elevada do que a média nacional, tendo que a partir de agora reduzir esses valores. Só não foi agora porque sou um prestador muito antigo e por consideração a esse facto. De facto as seguradoras estão a apertar e a que reduzir os custos. Infelizmente que não posso prescindir desses acordos.
Depois dei uma volta pelo Corte Inglês onde tive de comprar uma maquineta que precisava seguindo para a consulta presencial de análise; o AA abriu um gabinete perto do cais do sodré, lugar de difícil estacionamento. Constatei ontem que o movimento na cidade é intenso, com um trânsito enorme, uma massa humana impressionante feito essencialmente de turistas.
Na verdade a nossa cidade deve estar no centro do turismo mundial porque na verdade e em certos locais só se veem estrangeiros e na baixa, bairro alto e outros bairros típicos é natural que assim seja.
Depois foi altura de ir ao supermercado fazer umas compras, esquecendo-me de algumas coisas que estavam na lista e finalmente casa, onde cheguei cansado e com calor, tendo antes e uma vez mais batido num carro. Estou cada vez mais distraído e pouco atento, tendo de ter cuidado porque este ano já me subiram imenso o seguro.
E o fim de semana aproxima-se, trabalhando um pouco amanhã e não tendo grandes planos a não ser os habituais e Ainda o Arraial Pride, cumprindo a tradição de passar por lá para ver as modas. Mas não será muito tempo...
Domingo será para descansar, programar a semana e Ainda dar uma volta às minhas contas, organizar pagamentos e pensar definitivamente onde quero ir nas férias, porqu, este ano, estou bastante indeciso visto que não quero gastar muito dinheiro e também não me apetece muito andar por aí. Mas tenho de resolver, já tendo decidido que vou ao Algarve uns dias para ter praia.
E tudo vai fazendo sentido nesta vida, em que vou tomando consciência de muita coisa, sobretudo a não fazer fretes nem tão pouco a "mendigar" migalhas do que quer que seja, Amizade ou Amor, porque quem me quer tem de o demonstrar. Isto é, o interesse tem de ter dois caminhos e ser bilateral e nunca unilateral como eu tantas vezes fazia. Neste momento essa postura mudou e apenas espero que façam o que eu também faço pelos que estimo e Amo. Uma grande diferença....
Diferença que tem a sua explicação na análise que vou fazendo de mim mesmo, das minhas motivações, dos meus fantasmas e medos tendo cada vez mais a certeza de que à medida que vou tendo mais auto-estima, auto-confiança e certezas acerca do que sou vou conseguindo libertar-me de parafilias e obsessões que sempre me acompanharam ao longo da minha vida. Tudo isto são processos dinâmicos e evolutivos.
Neste dia fica o meu SORRISO, melhor ou pior consoante o que encontro e como estou, na certeza de que a FELICIDADE  estará sempre connosco. 

quinta-feira, junho 22, 2017

Pensamentos

Quinta feira, duma semana em que trabalho também no sábado.  Curiosamente sinto-me bastante bem, talvez por me sentir envolto numa onda de carinho que não sentia há muito. 
Acabei agora mesmo de receber um elogio duma das minhas pacientes mais antigas, que me Acha, actualmente, bastante mais simpático, mais risonho e comunicativo. Agradou-me imenso que consiga transmitir para o exterior essa imagem porque na verdade sinto estar diferente, sinto estar mais solto, liberto e em paz comigo mesmo.
Tenho aprendido imenso com o muito que me tem acontecido nestes últimos tempos não querendo de forma alguma que muita coisa se repita, pelo que devo e tenho de me proteger e cuidar de mim como deve ser. 
Na verdade, sinto que este processo analítico em que estou envolvido, esta consciencialização do meu Ser, este (re)conhecimento cada vez mais profundo do meu EGO, este trabalho constante e permanente de interpretação do meu SER interior, vai fazendo com que consiga, também, transmitir para o exterior uma imagem diferente, mais tranquila, mais pacífica e sobretudo de maior proximidade com quem me rodeia e faz parte do meu dia a dia.
Estou cada vez mais consciente do que (não) quero, do rumo que devo tomar bem como da certeza de querer continuar este caminho e este meu percurso. Começo a ter a perfeita noção do que sou, das minhas falhas, dos meu medos, bem como do muito que já fiz, quer positivo, quer negativo. O saldo de sessenta anos de vida é, apesar de tudo, mais positivo do que negativo visto que realizei muita coisa, construí muitas outras e dei origem a dois seres fantásticos que fazem o seu próprio percurso.
Falhei e bastante como pessoa, como companheiro ou cônjuge por, talvez nunca ter dado o que devia e exigir receber muito mais e duma forma nem sempre fácil. Toda esta minha insatisfação, baixa auto estima e falta de confiança conduziram-me a situações menos claros e a actuações pouco felizes, das quais me arrependo muito.
O importante é conseguir, neste momento, ter uma noção de tudo isso, bem como star empenhado em ser melhor, em cada dia que passa, com a certeza de que assim conseguirei ter um SORRISO mais positivo, mais forte e capaz de vencer todas as adversidades caminhando assim para a minha FELICIDADE. 

quarta-feira, junho 21, 2017

Dúvidas

Ontem fui jogar Paddle a Benfica, tendo gostado imenso do espaço e das pessoas, apesar de ter jogado com pessoas dum nível bem mais alto do que o meu. Vou querer ter aulas neste espaço porque até gostei bastante dos professores que demonstram interesse e acompanhamento. Nada como no Kalorias que sempre me pareceu muito amador e descuidado.
Gosto desse desporto, faz-me bem e ajuda-me a superar muita coisa.... pelo menos, estou com a cabeça ocupada e a trabalhar o físico, o que é bastante positivo e benéfico. E sendo um desporto ao ar livre, ajuda Ainda mais a sentirmo-nos bem e livres.
Interrogo-me, cada vez mais, acerca da finalidade da nossa existência, do que somos e fazemos em cada dia, bem como o objectivo primordial do Ser Humano. Não posso acreditar que por aqui passamos apenas para vermos os dias correrem, que apenas trabalhamos, , amamos, falamos, desfrutamos, dormimos e que tudo se resume tão só a estes actos que são mecânicos, automáticos e demasiadamente fáceis.
Mas como não tenho qualquer resposta para esta minha dúvida, de longa data, contento-me a tentar procurar um significado pessoal e interno acerca da minha vida e da minha função neste mundo. E muitas vezes esta busca é bem complicada e intensa, sem respostas claras e evidentes.
Não devo procurar essas respostas em pessoas/objectos externos mas sim em mim mesmo, apesar de ser bem mais fácil projectar-me algures e tentar encontrar resposta noutros apesar de, neste momento, saber que isso são subterfúgios para não olhar para mim e não me enfrentar. Devo, tenho de combater essa tendência e não projectar-me em parte alguma.... procuro-me e não encontro ninguém.
Sei estar actualmente numa grande carência afectiva, numa grande necessidade de carinhos e afectos mais do que qualquer outra actividade física ou afim, porque o que verdadeiramente me interessa é a pessoa em si, o que ela me pode dar ou transmitir bem como aquilo que eu possa dar, compartilhando o que possamos ter em comum.
Será talvez esse um dos objectivos da nossa existência a par duma progressão interior e consciente do nosso Ser, a caminho duma perfeição ou de algo que pode ser o Nirvana, seja o que isso significar.
E assim vamos continuando a viver com o nosso SORRISO, uns dias melhores e outros nem por isso mas sempre, sempre nesta busca do nosso EU e da nossa FELICIDADE que está também bastante interligada à de todos aqueles que se cruzam comigo.