terça-feira, julho 15, 2014

Baldas

Detesto as pessoas que confirmam e que depois faltam, não se dando ao trabalho de avisar da sua ausência e ainda por cima se queixam depois de não serem marcadas ou contactadas. Até sei, ao ver a agenda diária, qual o risco provável de isso acontecer com determinadas pessoas.
Acho uma falha imperdoável, uma falta de respeito e uma incompreensão total duma agenda pré programada e organizada. Tanto mais que todas as consultas são confirmadas de véspera, pelo que as pessoas não podem dizer que não sabem.
É característico de determinadas pessoas e facetas este modus vivendus, que não se coaduna com o meu modo de ser e de estar, visto que se pode sempre dizer que não se pode ou não se quer. E isto ocorre com algumas pessoas que, supostamente, até são minhas conhecidas e amigas.
Poderia organizar a minha vida doutra forma e não estar parado o tempo das consultas se as pessoas fossem mais responsáveis e até mais honestas. Algumas procedem assim, mas quando estão aflitas sabem exigir consulta na hora e se lhes é dito alguma coisa, ficam aparentemente muito surpreendidas com essas omissões anteriores. É a forma errada de se estar nesta vida e desde sempre..
Neste caminho que estamos a fazer, a tentar compreender-nos e entender há ainda um longo e árduo percurso a fazer, para que tudo comece a, cada vez mais, encaixar e a fazer sentido. Na verdade ainda há um mundo inconsciente a descobrir e a entranhar e este recordar do passado questões a fazer através de documentos e provas físicas deixa-me até um pouco espantado pela evidência dum passado existente e em grande parte esquecido. 
Por vezes julgo que a minha vida começou apenas há alguns anos e que para trás, nada houve ou existiu mas a verdade é que tive uma vida repleta de factos e acontecimentos que, aparentemente, não ficaram devidamente registados na minha memória e recordações por algum motivo.
Porque será que muitos desses factos e acontecimentos ficaram esquecidos e completamente fora da minha esfera do consciente ? Relendo cartas, cartões e afins verifico padrões de comportamento e de atitudes constantes e sobretudo as referentes a determinadas pessoas com quem privei intensamente e durante anos e anos. 
De qualquer forma há pessoas que adorava rever e saber das suas vidas, bem como retomar um contacto mais próximo se assim for percebido e viável, precisamente pela grande importância que todos nós tivemos na vida uns dos outros. 
Também queria ter mais presente todo esse passado intenso, cheio e agora bastante mais visível e presente, com uma sensação de alguma perplexidade por não o conseguir ter mais presente. É evidente que me lembro das linhas gerais mas não de pormenores, conversas, factos ou afins, o que não me deixa de espantar e causar alguma apreensão, visto que é uma etapa bastante importante da minha vida.
Hoje, por estar sem carro, vim novamente a pé, tendo levado os tais 15 minutos do outro dia; vou tentar fazer esse passeio mais vezes, duma forma constante e aumentando a intensidade do exercício para conseguir também neste aspecto alterar esta inércia física em quem encontro.
Nada mais a acrescentar a não ser um SORRISO meio estranho e algo confuso visto que é assim que me sinto, para além duma certa preocupação com o estado físico.



segunda-feira, julho 14, 2014

Outra semana

Recomeço da semana, com boa disposição e vontade de seguir em frente, com empenho e muita força , bem como uma enorme luminosidade. É bom sentirmo- nos bem e termos a vontade de seguir caminho, sobretudo quando temos tudo mais ou menos controlado.
Como estou numa fase de mudança, recomecei à procura de casa em Lisboa para nós mudarmos, uma vez que, em principio, poderei ter a minha casa alugada quando entender e se conseguir mudar-me sem grandes encargos ou problemas pois assim será.
Gostava de estar em Lisboa, de sair de casa e passear a pé pelo bairro pelo que procuro precisamente em bairros típicos e com vida própria, como Campo de Ourique, Estrela e Príncipe Real. Infelizmente não se encontram casas pelo preço que queremos e ainda menos com estacionamento, o que torna tudo ainda mais complicado.
Mas façamos tudo com calma e, lentamente vamos procurando os nossos espaços e os nossos caminhos de modo a podermos encontrar a felicidade nestas pequenas coisas do quotidiano e da nossa vida.
Com este remexer no passado e no relembrar de tanta e tanta coisa, fico com a certeza de ter tido uma vida cheia de muita coisa e bastante variada, com a sorte de ter tido acesso a muitas e boas coisas. Para a época fui efectivamente uma pessoa com muita sorte, pelo muito que o meu Pai me podia proporcionar. Descobri nos tais papéis muitas cartas dele, meu Pai, que mostram uma outra faceta de carinho e interesse, que não conseguia demonstrar em pessoa e ao vivo. E comentei já isso com a minha irmã P. que conheceu bem esse lado mais humano do nosso Pai. 
Mas a vida continua e esperemos que mantenhamos este SORRISO com muita luz, força e entusiasmo com que hoje estamos.

domingo, julho 13, 2014

Variantes

Temos uma cidade bonita, diversificada e finalmente voltada para o rio Tejo que merece e já devia ter sido valorizado há muito. Fomos jantar ao terreiro do paço, ao Ministerium, aproveitando o bom tempo, a noite amena e a lembrar o tempo de outrora.
São locais emblemáticos da nossa cidade que, continuam a ser muito visitados e que têm sempre imenso movimento e bastante turismo e onde se está muitíssimo bem nestas noites de verão, com uma boa temperatura e numa envolvência bastante agradável.
Este "deslocar" da cidade para a beira rio é uma excelente e bem sucedida aposta porque nós somos um povo de marinheiros, de água e de proximidade com o mar e o rio que temos, para além de que temos a felicidade de termos uma cidade muito bonita e acolhedora. É por isso que quero mesmo ir viver para Lisboa e de preferência para os meus bairros de eleição, Campo de Ourique ou Lapa.
Estamos numa procura do local que nos agrade visto que, em principio temos uma pessoa interessada em alugar a nossa casa e assim sem gastos ou despesas, poderíamos dar uma volta ao nosso lar e viver num sitio mais central e perto do que gostamos.
Nas voltas da vida e nos seus acasos e imprevistos, estou a adorar reler cartas antigas ( das décadas de 1970 em diante ), cartões diversos, recordações dos meus filhos e sobretudo recordar muitos e bons factos do meu passado que não me lembrava minimamente e que constituem parte integrante da minha vida.
Afinal e ao contrário do que eu sentia, tenho imensas memorias, muitas (boas) recordações e ainda tantas e tantas pessoas que passaram na minha vida, ausentes da vista desde há muito, mas presente no coração e com um lugar cativo desde sempre e para sempre. 
Fantástica a vivência que tive, os locais por onde andei, as impressões que deixei e as muitas e muitas pessoas que conheci, que foram parte integrante da minha vida. E ainda mais agradável ler muito do que escrevi, poemas que fiz, cartas que recebi nesses tempos em que se escrevia, se falava de viva voz e em que os momentos eram reais, mais verdadeiros e que deixavam as suas marcas.
Actualmente, com os computadores, portáteis, tablets, Iphones e semelhantes tudo passa por essas ferramentas sem o suporte físico e aparentemente mais real e possível de ser recordado. Por acaso até guardo (quase) todos os emails, fotografias e outras desses meios de comunicação actuais mas não é a mesma coisa que ter na mão e ler uma carta duma irmã, irmão ou amigo/a a contar-nos novidades e a expressar sentimentos. Sinto-me feliz com estas recordações e felizmente que me foram devolvidas.
Em 31 de Novembro de 1984, pelas 00.17 minutos, escrevia:
"......
A vida!
eterno problema
de difícil resolução
que queremos perceber e saber
na sua total plenitude.
A vida!
Como é ?

Extracto dum longo "poema" escrito nessa altura e um dos muitos que descobri também nestes papeis e que, apesar de nada serem em termos poéticos ou literários me dizem muito e até me parecem ter alguma melodia e harmonia. Mas evidentemente que a minha opinião pouco conta porque são meus e escritos por mim.
Houve uma altura em que escrevia imenso e sobretudo tentava fazer poesia, que me saia de rajada, sem grandes emendas ou alterações. Pegava na caneta e no papel e escrevia, como há muito que não o faço.
O vicio das ferramentas actuais é precisamente o não nos deixar espaço para a escrita, para libertar o nosso potencial e a nossa capacidade de escrever ou exprimir sentimentos. Acho e sinto que o fazemos/fazíamos mais facilmente no papel do que o conseguimos fazer num computador ou tablets. Mas vou recordando emocionado tudo aquilo que está nesses papeis.
Neste domingo, vamos ainda ver uma casa que me parece bastante promissora e continuar numa de arrumações e de recordações, com um cada vez maior SORRISO mais sentido e com muito sentimento e felicidade.



sábado, julho 12, 2014

Consultorio

O diálogo entre as pessoas é algo de fundamental e de primeira linha para todos se entenderem e resolverem os seus diferentes pontos de vista e formas de estar na vida. Muitas vezes apenas é necessário uma palavra, um gesto ou algo de muito pequeno para  resolver minudencias sem qualquer importância.
Na análise fria das coisas, no pensar nos factos e principalmente no entender de  quem nos rodeia, estará talvez o segredo dos relacionamentos afectivos, pessoais e profissionais. E tudo seria bem mais fácil...
Ontem fomos ao "São Carlos ao Largo"' que acontece todos os anos por esta altura, para divulgar a música, o bailado, a opera a todos os lisboetas. É uma iniciativa meritória, se bem que, às vezes, o programa escolhido não seja o mais adequado para os fins pretendidos de divulgação e de se criar o gosto por estas actividades.
Ontem foi uma orquestra russa que tocou várias peças, sobretudo para violino, tendo terminado com uma partitura de Rachmaninoff, que incluía vários instrumentos como harpa, cibalos ( pratos), bem como outros que não sei o nome. Achei piada haver um senhor que só tocava pandeireta durante breves instantes.
Como sempre, estava cheio e apinhado, com muita gente nova e pessoas interessadas que, perante a pobreza do nosso actual panorama cultural e a pouca oferta existente, sentem a necessidade de aderir a estes programas, sobretudo sendo gratuitos.
Ainda por cima estava uma noite fantástica, com uma temperatura esplêndida e não fora o facto de ter estado tanto tempo de pé, que se torna cansativo, foi uma noite bem passada. E tirando também uns pequenos desentendimentos que vão havendo e que poderiam ser evitados de todo.
Hoje trabalha-se todo o dia e à noite vamos passear algures perto da praia e da brisa marítima, para desanuviar e descontrair dos ambientes fechados e sem a grandeza que precisamos. Sobretudo quando temos criancinhas envolvidas. Mas na verdade apetece-me sair, ir ver as estrelas, o mar e o luar para, em comunhão com os elementos naturais,  carregar as minhas energias e baterias para o dia a dia.
Mal tenho tido tempo para respirar porque hoje tudo tem corrido muitisissimo bem, com bastante prótese fixa e trabalhos engraçados, o que é bom a todos os títulos. Espero que o resto do mês assim corra desta forma para se poder ir de ferias tranquila e pacatamente.
Fiquemos com o habitual SORRISO cheio de energia e muita força positiva que sentimos existir em nós e nós que nos rodeiam.

sexta-feira, julho 11, 2014

Sexta-feira

Mais uma semana deste mês de Julho, em que nós aproximamos rapidamente das nossas tão desejadas ferias. E este ano com um programa bem especial e desejado desde há muito.... Índia e todos os seus encantos.
Dia de levantar mais cedo e de também começar a trabalhar bem cedo o que já não é muito do meu agrado, mas tem que ser. Também seguimos para o consultório e amanhã teremos o ultimo sábado antes das nossas ferias. E temos o dia cheio, entrando pela tarde dentro e acabando já tarde....
O que vale é que para a semana, vou de fim de semana prolongado até à costa alentejana para estar com familiares e afins. Preciso destes momentos de descontracção e de relaxamento.
Estou numa fase de encontro com algumas pessoas do meu passado, que foram muito importantes na minha vida e no meu quotidiano na altura. Estou cheio de curiosidade em rever algumas dessas pessoas e de estar com elas, a relembrar outros tempos e outras épocas. 
Das muitas pessoas que me acompanharam em alturas chave da minha vida, sobressai o FS, colega e amigo desde o principio da faculdade e com quem perdi o contacto sem me lembrar sequer dos motivos pelo qual isso aconteceu. Hoje já falei com a minha querida amiga HF do Porto, porque finalmente cheguei ao contacto e adorava revê-la e estar com ela.
A vida segue os seus caminhos e trilhos, tendo tido ontem uma sessão muito divertida e cheia de informação, com uma temática variada mas, quand même, útil e produtiva, como o costume. Aliás nunca ou quase nunca há ponto sem nó da parte do AA e sobretudo nesta fase de transição ainda mais cuidado tem que ter.
Ontem fez-se a transladação do pequeno A, que já morreu há cinco anos e que ficou na campa de família em São João do Estoril ao pé dos avós e bisavós. Deve ser terrível este acontecimento, como o foi na altura porque a morte é sempre difícil, mas quando atinge um ser que ainda nem seis meses tinha é ainda mais complicado e faz-nos pensar imenso na finalidade da vida.
É por isso que, neste momento, acho que se deve seguir em frente e tentar fazer o que podemos e queremos sem estar à espera do momento certo visto que pode acontecer que nunca esse momento chegue. Como acontece quando se compra uma roupa nova e se está à espera da ocasião certa em vez de se usufruir logo desse pequeno prazer de usar o que nos pode dar algum prazer.
Quero realizar algumas coisas enquanto posso e tenho o discernimento suficiente para o fazer porque não quero deixar passar o tempo e depois lamentar precisamente o tempo perdido e as coisas não feitas e não realizadas. 
Deve-se e pode-se ser feliz sem ser preciso estar tudo nos seus devidos locais ou programado, uma vez que, por vezes, o inesperado nos traz imenso prazer e felicidade. Vou apreciando cada vez mais este factos e emoções não planeadas nem esperadas e tiro desses momentos o que posso e o que me é dado. Neste dia a dia, tem acontecido precisamente isso mesmo em que o inesperado transporta consigo a essência da vida, da amizade e dum pleno bem estar. Que estejamos bem e felizes é o que se pretende e deseja.
Sigamos em frente com o nosso SORRISO na certeza de que, felizmente, estamos a conseguir encaixar devidamente a nossa vida em novos caminhos e sobretudo em novas metas mais reflectidas e sentidas, numa base de verdade e de realidade
PS: também se estão a acabar os problemas judiciais com a decisão em Setembro. Para além disso, "apenas" resolver a questão afectivo com o meu filho.

quinta-feira, julho 10, 2014

Passados

Como sempre há pequenos nadas que fazem toda a diferença no nosso (in)consciente.... no outro dia, a propósito da minha faringite/laringite, foi-me dito "mas isso ainda se usa?" E sei que isso me perturbou talvez por esperar apoio e mimo em vez deste desprendimento.
É evidente que estou a exagerar e a exagerar nesta reacção que está, certamente, relacionada com os meus eternos dilemas ou trilemas. É a mesma coisa que encontro por vezes por aqui, no consultório, em que pareço chocar contra uma parede de cimento, de incompreensão e de atitudes que não percebo mesmo, visto que poderia haver um entendimento ou pelo menos que não me fossem atribuídas culpas que não tenho.
Felizmente que tudo se vai resolvendo com diálogo e concertação, pelo que certamente que os dias vão correr bem e sobretudo vamos tendo que fazer, se bem que haja uma grande tendência para mais faltas e desmarcações. Há uma grande falta de palavra das pessoas que não conseguem respeitar o trabalho dos outros e nem sequer avisam que não podem marcar presença.
Mas a melhor e o que eu nunca tinha visto foi uma doente a perguntar se o medico, neste caso, eu estava melhor da minha tosse porque se não estivesse, iria procurar outro medico porque a tinha incomodado e enjoado a minha tosse. Isto é surreal e dum enorme absurdo e falta de respeito. Só tenho vontade de a mandar passear.
A vida vai seguindo os seus trâmites, nesta neutralidade de acontecimentos e deste interlúdio de verão ... apesar disso, tenho andado a recuperar papéis que ainda estavam em casa da minha ex e que me pertenciam, descobrindo uma vida e um passado meio esquecido, mas repleto de factos, pessoas e muito mais.
Tenho a vontade de recuperar o contacto com algumas dessas pessoas, que fizeram parte integrante e constante do meu dia a dia e de quem me lembro muitas vezes. Foram muito importantes durante muitos anos, tivemos projectos comuns e uma grande intimidade até que a vida nos afastou e nos levou a cada um de nós para caminhos completamente diferentes.
Ao reler cartas, cartões e ao relembrar tanta coisa que fizemos em conjunto, sinto uma grande vontade de contactar e estar com essas pessoas, indo fazer os possíveis para que assim seja. Vou dar alguma prioridade a esses reencontros se tal for possível.
Há coisas e parecem ter acontecido há que séculos e "apenas " se passaram perto de quarenta anos desde que nós conhecemos, que andámos juntos muitos e bons anos e que divergimos depois lenta e paulatinamente, cada um no seu caminho e cada qual na sua vida. Sempre houve grupos dentro dos grupos e assim se foi perdendo o contacto com todos eles.
Tenho pena que assim seja e que não se tenha mantido contacto e uma ligação visto que guardo de muitos deles recordações muito positivas e gratificantes. Mantenho a amizade e a ligação a duas grandes amigas com quem ainda estou de vez em quando e pouco mais. E quero, neste momento, muito e muito mais.
Um homem sem memórias é alguém vazio e destituído de sentido e de rumo, pelo que este recordar doutros tempos e doutras eras, deixa-me simultaneamente nostálgico e feliz por ter esse passado e por ter já um longo historial de vida. Preenchido de muitas formas, vivido e sentido igualmente de muitas maneiras, mas sobretudo conseguir aperceber-me da minha vida, dos meus caminhos, das minhas inversões e progressões de vida e das grandes transformações ocorridas. 
Olhando para o grande monte de papéis que simbolizam o meu passado é com agrado e entusiasmo que me revejo e que me sinto bem pelas mudanças que tive e que tive. A vida é mesmo assim....
Perante isto, apenas o meu habitual SORRISO com o pensamento nessas muitas pessoas que foram uma parte integrante, importante e fundamental no que fui e sou. Bem Hajam

quarta-feira, julho 09, 2014

Azares

Ontem foi uma surpresa a goleada do Brasil bina Copa do Mundo visto que estamos habituados a ver a selecção desse País como invencível, ganhadora e lutadora. Ontem sofreu sete golos no que foi o chamado jogo horribilis do Brasil.
E precisamente por ser Brasil, muita água irá correr e muitas alterações ocorrerão...  ao contrario dos nossos brandos costumes, por lá deverá haver quase uma revolução visto que o futebol tem um papel central na vida dos brasileiros e estas hecatombes são devidamente penalizadas e os seus intervenientes castigados. Provavelmente até teremos a saída do Scolari de treinador pois pelo que ouvi ontem ele não conseguiu preparar a equipe contra a Alemanha e assim evitar a goleada e a humilhação.
Este facto pode servir de exemplo de como o que parece garantido ou assente, não o é, visto que nem sempre as evidências são o que julgamos e podemos surpreender-nos com o que acontece. Assim. Me acontece às vezes com as pessoas e a com a realidade em que penso diferentemente daquilo que é mesmo o existente.
Isto é, nem sempre as pessoas são o que parecem e até pelo contrario muitas vezes são o oposto do que pensamos e julgamos; muitas vezes apenas em situações anômalas e fora do comum é que nós damos conta do que efectivamente são, bem como também muitas vezes os factos ou acontecimentos são diversos do que pensamos, devendo ter o cuidado de analisar e de desconstruir esses mesmos factos. Só assim poderemos ser justos, correctos e ter a postura certa no nosso quotidiano.
Perceber ainda que o Universo não gira apenas à nossa volta, mas sim ao redor de todos e de tudo, pelo que devemos saber das nossas limitações e do nosso lugar... é difícil perder velhos hábitos e formas de pensamento enraizados há muito, mas com esforço e empenho haveremos de conseguir e de realizar.
Tudo na vida se desenvolve nestas voltas e contra voltas, tendo que nos habituar a pensar e a reflectir no que nos rodeia e na forma como vivemos e nos relacionamos, visto que talvez seja uma das melhores formas de estarmos na vida e no Universo.
Foi agora falar com uma colega acerca da minha variada sintomatologia e sinceramente, quase que me senti humilhado pela pouca atenção dispensada e sobretudo pelo diagnóstico ligeiro feito. Até tinha tão boa impressão desta colega que fiquei espantado, mas mais uma vez as aparências não são o que parecem e até pelo contrario, podem ser o oposto do que pensávamos.
Cada vez mais acho e sinto que não tendo expectativas, não tenho desilusões ou sofrimentos pelo que talvez se não esperar nada, consiga ser surpreendido pela positivo e dar valor ao que efectivamente tem mesmo valor. De resto, é deixar andar o melhor possível e tentarmos sermos nós próprios. E, tendo "descoberto" recentemente ter uma identidade própria e válida, aproveitar esse facto para me recentrar e perceber-me cada vez melhor e mais positivamente.
Um grande e luminoso SORRISO neste dia de meio da semana, na certeza de que somos nós que fazemos acontecer e desenvolver-se o nosso presente e que este mesmo presente será tanto melhor quanto nós mais e melhor nos empenharmos.
PS: vimos no outro dia um filme acerca do aparecimento da SIDA na comunidade gay nos USA e nas dificuldades que houve em reconhecerem essa epidemia, começar a ser estudada e a dar-lhe a importância que deve ter. Dá-nos a realidade desse mundo nos anos 80, que era algo assustadora pela dimensão da inconstância e falta de valores éticos e morais. Impressionante!


terça-feira, julho 08, 2014

Dias

São dias que começam menos bem, por incompreensões e atitudes que não deviam existir e das quais não tenho qualquer culpa.
Sem ser uma questão de egocentrismo, a verdade é que tudo parece fazer ricochete em mim e "sobejar" para mim... estou muitíssimo cansado com tudo isto e farto deste permanente desaguar das coisas sem ter qualquer capacidade de intervenção nisto tudo. Apenas uma palavra, cansaço e cansaço  enorme, junto a esta situação febril e incapacitante.
De facto, seja duma maneira ou doutra tudo parece coincidir erroneamente na minha pessoa, semeou perceber como faço ou frevos fazer neste emaranhado de fios, dos quais não sou culpado mas que parece que devo estar sempre pronto para o desenrolar e encontrar o fio à meada.
É bastante desgastante está luta, por vezes, diária contra coisas que não só não domino, como nem tenho qualquer intervenção, uma vez que não quero estar metido nessas minudencias. Mas que sobejam para mim isso é vidente, tanto mais que não há o discernimento, de quem o eevia ter, de tentar ser mais justa e correcta na apreciação dos factos.
Mas adiante, que a vida continua e temos que estar de bem connosco e com a própria vida, na certeza de que não podemos e sobretudo não devemos olhar apenas para o nosso umbigo, mas antes alargar as nossas vistas e pontos de aplicação. Mas a injustiça e a deturpação dos factos do dia a dia deixa-me um sabor bastante amargo na boca e uma enorme sensação de derrota e de vazio. Que tenho muita dificuldade em ultrapassar e digerir! 
Ontem recebi, da minha ex casa e ex mulher, muitos papéis que ainda estavam na outra casa e uma breve passagem pelos mesmos, trouxeram-me imensas recordações, outros tempos, outras pessoas e muita nostalgia. Deste cartas, a postais, a programas de imensos espectáculos vistos em Portugal e no estrangeiro, recordações diversas das muitas viagens feitas, ecos de pessoas nunca mais vistos e que faziam parte integrante da minha vida nessa altura. Enfim, uma miríade de emoções e sentimentos, desencontrados na sua positividade ou negatividade, mas todos eles eferentes a etapas do meu passado bastante importantes.
Falta-me ainda ver muitos papéis e sobretudo fazer uma triagem fina deles, ou seja, guardar os que são mesmo importantes e desfazer-me doutros sem importância o que será difícil, visto que, à partida, serão todos parte integrante do que me foi acontecendo na vida.
Devo confessar que tive e tenho uma vida bem preenchida, com muitas estórias, muitos episódios e muitas recordações que, de vez em quando, vão sendo relembrados por estes fait divers da vida. Há pessoas que nunca  mais vi, que nunca mais contactei e que foram essenciais na minha vida. Adorava ver o meu querido amigo e colega FS, que vou tentar " recuperar" !!!
Ontem, dia de jantar como meu filho, foi também ocasião para termos uma conversa de adultos, de homem para homem acerca de factos da vida e da realidade presente, tendo esclarecido algumas coisas, bem como tentado recuar ao tal passado e explicar o que foi acordado entre as pessoas e as razões e motivos das mudanças actuais. Parece-me que ele percebeu a situação e mesmo que não queira dar razão a ninguém, fiquei convicto que está mais consciente do que é a realidade e a vida. Espero que assim seja porque não quero de forma alguma magoar o meu filho, que adoro e que me tem dado tantas e tantas alegrias.
Vamos esperar que nesta fase consigamos manter a nossa Paz e integridade mental, na certeza de que hoje deveremos ter uma sessão engraçada visto que tenho muita coisa para falar, o que nem sempre é bom porque pode não dar tempo e impreterivelmente aos 45/50 minutos termina a conversa. Para a semana teremos a primeira sessão experimental do Skipe, logo vendo como irá correr.
Um grande, luminosos e forte SORRISO para todos os que Amo, estimo e que fazem e fizeram parte da minha vida, na certeza de que nestes quase sessenta anos tenho já muito para recordar, lembrar e sentir, o que é francamente agradável. Tive uma vida diferente de muitos e a sorte de ter já visto muita coisa, viajado imenso e conhecido uma "multidão" de pessoas, porque para além dos milhares de actos médicos feitos, há a componente humana que foi, é, extremamente importante para mim. 
Espero ter marcado algumas pessoas e ocasiões, como foi marcado por elas e que tenham memórias e emoções semelhantes às que em tenho.

segunda-feira, julho 07, 2014

(Outra) Semana

Mais uma semana, coincidindo hoje com o que seria mais um aniversário do meu Pai. Curiosamente, lembrei-me de imediato da minha irmã mais nova que deve estar bastante melancólica, visto que ainda no outro dia me disse sentir profundamente a falta do Pai.
Diferentemente do que vinha sentido nos últimos anos e uma vez que este assunto das "saudades' já foi debatido, compreendido e até entranhado, apenas sinto a saudade das pessoas ausentes, mas sem aquela dor ou intensidade outrora sentida.
Tendo em conta o que recentemente tem acontecido com a morte de pessoas novas, crianças e filhos que deveriam seguir-se aos pais e não o inverso, penso ser esta a ordem natural do Universo com o encerramento de ciclos e de tempos. 
A morte é, como sempre foi, transversal a todos e sempre sentida duma forma específica por cada um de nós, bem como dependendo das circunstancias em que ocorre. Uma dos piores momentos que tive foi na morte dum sobrinho neto de poucos meses, em que me perguntei da necessidade dessa provação e da inutilidade dessa vida. E já foi há cinco anos....
Mais uma noite em que acordei aflito com a minha faringe seca e cheia de secreções, tendo ido ao colega de ORL que detectou uma infecção da mesma, talvez relacionada com os meus problemas auditivos crônicos e já estou devidamente medicado. É que este acordar permanente deixa-me cansado e pouco combativo, porque de manhã quando estou a dormir profundamente , toca o despertador e tenho que seguir caminho.
Esperemos que a semana siga o seu caminho, se bem que esteja apreensivo em relação ao funcionamento do consultório por estarmos todos a trabalhar e não termos o devido acompanhamento assistencial que deveria haver. Foram procurar uma pessoa sem qualquer experiência e domínio na área, pelo que não sei como vão correr as coisas quando a JO for de ferias... vamos aguardar pelo desenrolar dos acontecimentos.
Aproximam-se as ferias que espero sejam completas, boas e sobretudo pacíficas com a certeza de que precisamos de descansar, mas também de reforçar a nossa intimidade mais e mais, sempre na certeza de que estamos num caminho de aproximação e de grande interacção, mesmo com as intercorrencias que vão havendo.
E com o pensamento de que faltam "apenas" 5 semanas, ficamos com o nosso SORRISO que também se espera ser cada vez mais luminoso, forte e positivo.

domingo, julho 06, 2014

Chuva

Dia cinzento e de chuva... ontem sol, banho de piscina e bom tempo, hoje o tempo inverso. São as alternâncias destes dias, coincidentes com as alterações dos humores e disposições de cada um...
Felizmente que ainda é domingo, dia de descanso mesmo dentro de casa mas em contacto com a natureza e boa rodeia. A próxima semana vai ser mais uma semana dos seis dias, porque vou trabalhar no próximo sábado, o ultimo até Setembro porque nestas alturas de praia e calor não justifica.
Continuo com a minha orofaringe algo atrapalhada e meia alérgica, que me acorda à noite, um pouco aflito. Tenho mesmo que ir fazer um check-up completo...
Não me apetece escrever muito mais, o que me vai acontecendo com alguma frequência e que atribuo a não sentir tanta a falta de expressar as minhas ideias e emoções, uma vez que o vou fazendo nas minhas sessões e principalmente a minha pacificação interna e a (re)descoberta do meu Ego e identidade próprias.
Ou seja, penso logo existo, penso logo escrevo menos, penso logo me conheço melhor e ainda penso logo ajo menos ou passo menos à acção... eis uma diferença evidente e notória neste presente em que nós encontramos.
Um enorme SORRISO neste ambiente familiar, positivo e luminoso em que estamos, sentindo de qualquer forma a habitual proximidade ausente de quem se sabe. 

sábado, julho 05, 2014

Convívio

Porque será, por vezes, tão difícil a convivência entre as pessoas e a constante necessidade de afirmação e de contestação?
Porque será que não se consegue discernir o principal do acessório e dar a volta quando se pode dar, sobretudo em pequenos nadas sem qualquer importância?
Qual o imperativo de se querer perturbar ou provocar tensões sem haver um real motivo para tal ou questões que o justifiquem?
A resposta tem que estar algures no nosso inconsciente e ainda no passado de cada qual, visto que os factos não justificam os momentos presentes. De qualquer modo, não deixo de ficar espantado com a força das reacções a frases ou atitudes sem esa importância.
Ainda por cima, são sempre os mesmos motivos, razões e questões, não se entendendo, ou não querer entender, que da minha parte tudo se fundamenta na eterna questão de querer e precisar ser valorizado e querido.
Não quero estar em segundo lugar, ou sentir como tal, porque, para mim, o ser ou sentir o abandonado, o ser deixado é algo que me trespassa e me magoa profundamente, pela importância que ainda tem o objecto externo na minha interioridade.
Esperemos que o fim de semana pacifique os ânimos e nos dê a paz de espirito e o discernimento que queremos e sobretudo desejamos para que a semana e os dias que se aproximam sejam luminosos, positivos e cheio de SORRISOS.

sexta-feira, julho 04, 2014

Medos

Ontem retomou-se um tema antigo e sempre presente dos medos e de alguns em particular, uma vez que se é um assunto que aparece muitas vezes na conversa e que ainda não tinha percebido devidamente.
Sempre por associações livres, como é costume e duma forma cada vez mais fluída e fácil, vão-se abordando temas e destapando questões entranhadas, mal digeridas e até, muitas delas, tóxicas e poluentes dum meu Ego.
Este método é efectivamente simples na sua complexidade, uma vez que tem que ser devidamente  orientado bem como criarmos uma relação de grande intimidade e proximidade com o terapeuta. Essa relação vai-se construindo e reforçando em cada sessão até que parece haver uma vibração conjunta das duas pessoas e uma construção dum caminho que, apesar de individual, não deixa de ser compartilhado. 
As respostas não nos são dadas mas temos uma orientação e pistas para seguirmos e sobretudo reflectirmos e entranharmos. Muitas vezes apenas tomo consciência de alguns itens alguns tempos depois, em que os temas voltam de novo ao consciente e falamos acerca deles. Há temas recorrentes e temas que vão sendo tratados em várias sessões e em cada uma delas avançamos um pouco mais.
Este medo específico que é transversal à minha identidade tem vindo a ser falado e abordado ao longo do tempo e a verdade é que há tempos e tempos para perceber, compreender e entranhar as coisas; talvez seja agora a ocasião deste esclarecimento e de mais uma gaveta limpa das teias de aranha e do pó acumulado, que deve ter uma camada bastante espessa.
Há sempre tema e assunto para debater e nas associações que vou fazendo, muita coisa se vai descobrindo e percebendo visto que parece quase um caleidoscópio quando se começa a falar, a associar e a debater o muito que temos dentro de nós com necessidade de ver a luz do dia e a realidade.
Os medos são parte integrante da identidade de todas as pessoas, se bem que mais evidentes para uns do que para outros mas existentes em todos. Desde o medo da solidão, ao medo dos espaços abertos ou das alturas, todos temos o nosso calcanhar de Aquiles e a que não resistimos. 
Para além dos medos habituais, talvez cada pessoa tenha os seus medos específicos, condicionados pela vida e vivência, como é o meu caso. É um medo sentido ao longo da vida que vai sendo desvendado e descoberto a pouco e pouco mas que provocou bastantes abalos ao longo de todos estes anos.
Talvez agora comece a perceber melhor as minhas ligações,os meus gostos afectivos, as minhas parafilias e o meu enquadramento.... e é curioso como me pareceu que mais uma peça foi encaixada neste enorme puzzle que é o meu (in)consciente. Neste processo deve haver momentos chaves na análise, devidamente realçadas pelo analista e dai a sua formação e experiência, que fazem uma espécie de "abre-te Sésamo " na caverna neuronal. 
Tenho sentido e espero que assim continue, muitos desses momentos em que as peças se encaixam, fazem sentido e (quase) que ficam arrumadas e estruturadas. Mas também é preciso que se diga que estamos num processo dinâmico e continuo, pelo que a percepção de hoje pode não ser a de amanhã. Ou seja, à medida que nos transformamos, também vamos alterando perceptivas e evoluindo na nossa identidade e reconstrução deste nosso Ego, que estava mesmo a precisar deste grande restauro.
Felizmente que estamos rapidamente a aproximarmo-nos do fim de semana que será passado em Sesimbra, na paz e na tranquilidade habitual e como sempre com um reforço do nosso SORRISO que se vai tornando cada vez mais forte e luminoso.
PS: é curioso como determinados comportamentos doutras pessoas me deixavam esfrangalhado e agora apenas indiferente e analítico em relação às causas e fundo de alguns comportamentos negativos ou pretensamente acusatórios. Que grande transformação!

quinta-feira, julho 03, 2014

Diferenças

Hoje inicio de dia bem diferente do habitual... por motivos vários, vim a pé de minha casa, tendo levado "apenas" 15 minutos no percurso. Gostei e acho que o vou repetir  mais vezes porque me faz bem fazer exercício físico e ainda apanho sol, ar e vejo movimento e pessoas.
Tenho andado um pouco "distraído" da minha actividade física e desde que deixei de trinar com o meu querido amigo ML, nunca mais fiz ginásio duma forma seguida e constante, porque me habituei de tal forma a estar com ele que os outros me parecem insuficientes.
Por isso, este caminhar até ao consultório neste tempo primaveril e por enquanto solarengo é um principio para continuar e assim iniciar também neste campo um novo caminho. A verdade é que me  sinto ligeiramente mais revigorado e com melhor disposição.
Ontem, depois de ler e analisar um email enviado por alguém muito íntimo do meu passado já algo distante, verifico que há a repetição de padrões e de rituais na minha vida e naqueles que fazem e faziam parte dela. Assim há o aspecto da vitimizacão e da agressão gratuita, copiada fielmente da minha mãe e dos seus comportamentos habituais, bem como a constante atitude de me querer culpabilizar de tudo e mais alguma coisa.
Há uns tempos este esquema funcionaria na perfeição, mas agora não me faz qualquer diferença, visto que tenho noção deste processo e a consciência completamente tranquila acerca daquilo que sempre fiz e tenho feito pelos meus filhos. Apercebi-me até que, da resposta que dei por escrito, fiz e dei muito mais do que, se calhar deveria, visto que podia e queria fazê-lo. 
Tenho pena que não seja reconhecido e valorizado por quem deve, mas também esse aspecto está devidamente arrumado, percebendo que o que se faz é para o nosso consumo interno, sem a necessidade do tal reforço positivo dos objectos externos.
A verdade é que, o facto de me aperceber destas realidades e esquemas ( utilizados inconscientemente pelos outros) é excelente para poder ultrapassar isso, para além de que deixei de sentir o eterno e sempre presente sentimento de culpa e de remorso, o que torna bem mais fácil seguir em frente duma forma consistente e mais efectiva.
Adoro os meus filho como todos sabemos, mas é chegada a altura de se independentizarem  e de seguirem os seus caminhos, mesmo encontrando obstáculos, dificuldades e tudo aquilo que encontramos pela frente. Sei que estão devidamente preparados e que lhes dei as melhores ferramentas possíveis, só lhes restando aproveitar e abrir o caminho que souberem. 
Depende deles, das suas capacidades que são imensas e das oportunidades que agarrarem e tiverem... o resto virá com o tempo como tudo na vida. Eu sei e tenho a consciência bem tranquila e perante este "ataque" e respectiva resposta até fiquei a ter uma noção mais abrangente de tudo o que fiz.
O ter feito esta pequena passeata matinal fez-me bem é, ao sair da rotina, encontrei alternativas ao habitual o que me é sempre necessário, sem cair em erros ou tentações. Para além disso, o ter permitido com este simples gesto, dar alguma satisfação e descanso a quem comigo convive todos os dias e merece, dá-me também tranquilidade e a alegria de ter feito algo por outrem.
Para além do SORRISO que podemos transmitir a quem está connosco, também podemos com pequenos nadas alterar o presente de outras pessoas, principalmente das que Amamos e estimamos. 
Gostava que houvesse um entendimento claro e preciso do meu processo de transformação e da consciencialização dessas mesmas diferenças com o respectivo entranhar...  e mais ainda de quem está comigo e vive comigo este quotidiano que deve ser vivido duma forma plena e luminosa.

quarta-feira, julho 02, 2014

Again

De novo nas lides profissionais, com muita calma e tranquilidade como se deseja e se quer, neste quase final de época.
Considero o verão e as ferias como o verdadeiro fim do ano e inicio do outro visto que são as ferias mais prolongadas e descansadas que temos.... até tenho o costume de acabar as consultas com algo de interessante e gratificante para que assim o retomar das actividades em Setembro seja igualmente positivo.
Felizmente que, vamos de ferias, com (quase) tudo resolvido e devidamente enquadrado, faltando apenas a questão do meu filho mais velho. Espero que também este assunto fique encerrado em breve e sobretudo bem resolvido como esperamos.
Tenho sentido menos vontade para escrever, talvez porque ande mais reflexivo e introvertido... isto é, neste momento até as sessões parecem estar num certo banho Maria, sem grandes desenvolvimentos aparentes mas certamente a fazer o seu caminho e percurso. Ando de novo numa fase de alguma apatia e como disse ontem sem grande força anímica.
Cheguei à conclusão de que parece que preciso de estar sempre em desafio e com novos objectivos; como mudei de padrões e ainda não os consegui substituir na sua totalidade, ando talvez nessa procura de algo mais para me ocupar e preencher o tal objecto interno.
Continuo de certa forma algo dependente dos objectos externos para me dar consistência e envolvimento, nem sempre conseguindo estar comigo mesmo duma forma completa e total. Ainda deve faltar muita análise e entendimento para que consiga ter a mesma postura das pessoas que têm a sua auto estima e confiança em alta. 
Gostava de acreditar mais e melhor em mim mesmo porque nos momentos de maior realismo até acredito, mas em muitos deles não tenho essa sensação e antes pelo contrario acho que pareço mais do que sou. 
Revendo o passado e as minhas realizações, tenho muitos e bons momentos para me sentir realizado e satisfeito porque no concreto tenho obra feita e até bem feita, bem como uma vida preenchida de muita coisa positiva e boa. Tenho enumerado muitas delas e sei que assim é, mas também devo entranhar tudo isso que realizei duma forma consistente e luminosa.
Com essas sensações, fica o meu habitual SORRISO com muita vontade de ir de ferias e principalmente de ir realizar uma das minhas viagens de sonho que, espero, corra muitíssimo bem e duma forma bastante positiva. Talvez encontre algumas respostas que procuro!

terça-feira, julho 01, 2014

(Sem) Animo

Acordei com pouca força anímica.... melhor dizendo, ando sem vontade de coisa alguma ( com excepções) e a precisar de, rapidamente, mudar de ambientes, rotinas, padrões ou nem sei bem o que necessito.
A verdade é que também a parte física não ajuda muito visto que não me sinto a cem por cento e não consigo descobrir o que me provoca estas maleitas que me desorientam um pouco. Felizmente que, neste momento, sou só eu e a minha assistente no consultório, com uma grande calma e tranquilidade sem confusões, agenda cheia e trabalho de seguida, como eu gosto.
De qualquer forma, vou tentar fazer um fim de semana mais prolongado e relaxante para descontrair e principalmente sair das rotinas habituais. Penso que é isso que me faz estar menos bem ou então será a aproximação da grande alteração na vida do meu analista que se vai repercutir no meu quotidiano. Será ??
Também não lido muito bem com as flutuações humorais de quem me é chegado e querido e isso tem acontecido nestes últimos tempos, sem qualquer intervenção minha. Então o meu mais novo, está meio irritadiço e de muito poucas falas, mas parecendo ter alguma coisa "escondida" que não lhe agrada. Certamente que esta sensação será ainda resquício da minha velha mania de centrar tudo na minha pessoa e de querer ter culpas em tudo, porque ele lá terá as suas razões que nada têm a ver comigo.
Mas mais perto de mim, também há por vezes uns humores incompreensíveis que me custam a aceitar, visto que penso, sinto não haver uma correspondência e até uma recompensa pelo que faço e uma compreensão pela minha transformação que é, pelo menos para mim, clara e manifesta.
Ou será que essa mudança ainda não és assim tão real e quem me rodeia ainda não a consegue percepcionar ? Ou não quer ver a evidência da realidade, por causa deste passado tão recente e sofredor?
Esperemos que tudo passe, que cheguemos às ferias duma forma rápida e sobretudo que se consolide em cada dia que passa este SORRISO, com mais luz, mais calor e intimidade.